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Sobre boas estórias e a ostentação dos falsos engajados 03/03/11

 

           Ontem em um momento de ócio criativo, parei para ver umas palestras do TED, e me deparei com uma gratíssima surpresa. Este vídeo, que tá aí em cima, da escritora Turca nascida na França Elif Shafak. A Elif fala na sua palestra sobre algo que eu sempre quis falar, mas não sabia como. Agora eu sei, graças a ela. É a obrigatoriedade, por parte da sociedade e dos leitores/espectadores, de que toda obra de arte seja engajada.

            Antes é preciso que se entenda uma coisa: nem toda atitude que quer mudar o mundo, muda o mundo realmente. E nem toda atitude que muda o mundo deve parecer uma atitude que muda o mundo. Complicado? Vamos lá. Protestar contra um crime é uma forma bacana de solidariedade, mas não vai mudar o mundo. Definitivamente. Escrever uma estória que mude as pessoas, que as transforme, que as faça refletirem e serem inundadas de sentimentos bons depois da leitura, muda o mundo. Mas não ostenta.

            É impressionante como hoje em dia todo mundo tem que parecer engajado. Impressionante como só por você ter um carro e não ir trabalhar de bicicleta você é visto como um monstro a serviço dos buracos na camada de ozônio. Isso sem falar que mais da metade dos “ativistas anti-automóveis” só o são por: a) falta de grana pra comprar um carro, b) não trabalham ou c) trabalham perto de casa. Quanto a essa cobrança pelo engajamento, frequentemente sou questionado pelo fato de que a maioria dos meus contos, crônicas e roteiros não passam uma mensagem. Cara pálida, por que diabos tudo tem que passar mensagem?

            A mensagem que eu quero passar é somente a seguinte: leia uma boa estória, se divirta, chore, se emocione, ria, enfim, se entretenha com ela. Ponto final. Como muito bem disse a Elif, meu papel enquanto “Storyteller”, contador de estórias , é, pasmem, contar estórias. É entreter as pessoas. Eu não preciso dar lições de moral nem botar estorinhas com moral no final. O resultado dos meus textos nas pessoas me basta. Tenho certeza de que muita gente já riu, sorriu, chorou, se emocionou, mudou, enfim, tenho certeza de que meus textos já tocaram muitas pessoas positivamente.

          E, modéstia à parte, tenho certeza de que o resultado de uma boa estória, como as que eu tento contar, muda mais o mundo e as pessoas do que reclamar que tem muitos carros nas ruas, do que maconheiros fazendo passeata pela paz, ou do que desligar a luz por uma hora uma vez por ano. Fazendo uma metáfora com uma frase cujo autor se perdeu na minha mente, entrar em uma igreja faz de você um cristão tanto quanto entrar em uma garagem faz de você um carro. Dizer que quer mudar o mundo muda tanto de verdade quanto se dizer bom de cama convence alguma mulher a querer te dar.

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Os peritos de internet 02/03/11


 

          É lugar comum dizer que a internet veio para resolver problemas que não existiam antes da internet. Eu vou além e digo que a internet veio para que os idiotas percebessem que há, no mundo, milhões de idiotas como eles, e enfim saíssem da clausura. Um dos maiores incômodos da internet – pelo menos me incomoda, e isso é o que importa – é o fato de ela ter trazido à tona toda uma geração de especialistas em generalidades, todos a postos para dar opinião sobre qualquer assunto, com autoridade de um verdadeiro especialista.       

 

            Se de médico e louco todo mundo tem um pouco, arrisco dizer que de médico, escritor, cineasta, dentista, advogado, policial, engenheiro, arquiteto, artista plástico, jornalista, psicólogo e músico todo brasileiro tem muito. Reparem só. O que tem de gente hoje em dia falando de assuntos com os quais não tem a menor familiaridade não está no gibi, como diziam os antigos. É só acontecer um crime para todos começarem a falar em homicídio doloso, qualificado, atenuante, lei, flagrante. Ninguém faz idéia real do que seja nada disso, mas falam de uma maneira que a gente até se convence.

             A impressão que eu tenho é que eles ficam lá, no computador, tomando café pra não dormir, esperando o momento em que alguém vai falar alguma coisa sobre um assunto mais específico para poderem despejar seu linguajar do Google cheio de proparoxítonas, palavras compostas e termos em francês. Mas o impressionante não PE a mera opinião. O impressionante é a indignação que eles demonstram ao serem indagados. Não importa se você é o Woody Allen e seu amigo arquiteto está vomitando blá blá blá sobre direção de cinema. Não importa se você é advogado e seu amigo jornalista está dando uma aula sobre homicídios, dolo e culpa. Nada importa. Ele não sabe a difença entre contrabando e descaminho, mas dá uma aula sobre contrabando nas fronteiras se ouve falar sobre o assunto.

          A única coisa que importa é que na internet todo mundo é perito, e como todo perito, exige ser ouvido sem contestação. Cabe a nós, meros mortais, nos resignar e fingir que concordamos com ele. Porque se tem uma coisa que nós somos mais peritos do que eles, essa coisa é o sarcasmo em admitir sua autoridade cheia de jargões do Google. E acreditem, é engraçado. Testem.

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Orgulho Nerd, ou, Corram para as Lan Houses! 01/03/11

            Quando eu era moleque, chamar alguém de nerd era pior do que chamar de veado ou filho da puta. Porque veado e filho da puta são xingamentos abstratos, simbólicos. Ninguém acha realmente que você seja gay e provavelmente nem conhecem a sua mãe. Mas nerd, nerd queria dizer alguma coisa. Chamar alguém de nerd embutia uma maldade, uma ofensa real. Ninguém era chamado de nerd sem motivo. Veado sim, filho da puta sim, mas nerd não. Chamar alguém de nerd era realmente um insulto real. Já vi garotos levarem surras mais por chamarem alguém de nerd do que por chamarem irmãs de gostosa.

            Porém, com o crescimento da internet e a facilidade de se encontrar sexo – mesmo que seja com você mesmo – nesta internet, os nerds ganharam força. Os nerds venderam sites por milhares de dólares na década de noventa e início dos anos 2000,e criaram se não todas, pelo menos a maioria das grandes redes sociais do mundo. Saíram em capas de revistas, programas de entrevista e namoraram modelos (essa parte é mentira, foi só pra dramatizar melhor). E então os nerds perceberam que não mais precisavam se esconder! Finalmente eles podiam deixar suas alcovas, tirar o sebo do cabelo, pausar o Pornotube e ver a luz do sol! Finalmente, em décadas, ser nerd era sinal de orgulho!

            E esse finalmente é hoje, pra ser mais preciso. Quando eu jogava RPG isso era quase uma seita secreta. A gente escondia, só sabia quem jogava. Hoje em dia jovens nerds jogam RPG em Shoppings e Praças, sem que sejam linchados, apedrejados ou molestados. Os óculos que se escondiam nos nossos bolsos mais profundos (eu disse “bolsos!”), agora orgulhosamente adornam os rostos espinhentos de nerds de todo o mundo, com muito orgulho. O videogame que era uma diversão quase com ares de sociedade secreta, agora é diversão semanal de amigos, como poker, futebol ou passar trotes para pizzarias.

            Hoje em dia ser nerd é como ser ator pornô: as mulheres te desejam, os homens te invejam e você pode se orgulhar de trabalhar com algo que você já faria mesmo se não fosse pago para isso. E não duvido que hoje em dia os nerds tenham uma vida sexual tão agitada quanto a de um ator pornô. Mesmo que seja agitada por ele mesmo. Temo o dia em que os campos de futebol serão demolidos e serão construídas praças de RPG. O dia em que as revistas de mulher pelada darão lugar às revistas em quadrinhos. O dia – o dia! – em que o Pornotube se transformará em ScienceTube. E este será o dia em que os nerds terão dominado o mundo. E aí só nos restará sermos adotados por alguma ONG. Ou pelo Bono.

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Manual do Macho Moderno 28/02/11

 

Mais um texto reeditado para a nova fase do Ego. Espero que curtam.

DISCLAIMER: Alta quantidade de machismo, preconceito e palavrões. Leiam por sua conta e risco.





        Você sabe que tá virando um escritor famoso, cultuado e bajulado quando começa a repetir assuntos, claro, sem que a qualidade do texto caia. Modestamente esse é o meu caso. Vou falar de um assunto já tratado aqui, mas que hoje é imperativo que toquemos(?) novamente no dito cujo. Sei que fui execrado, massacrado, xingado, agredido, acusado de intolerante, feio, chato e bobo, e até tentaram derramar esmalte de secagem rápida na minha camisa, mas as ameaças não vão me calar! Isso está tomando proporções nababescas(!).

          O estopim se seu na última semana. Fui na padaria comprar não lembro o que, e encontrei com um amigo. Sujeito homem, cabra macho. Desses de acender churrasqueira com uma uma mangueira de borracha esguichando gasolina. Ele estava de costas, e eu, sorrateiramente, tal qual um lobo faminto, me aproximei e, como todos os amigos machos fazem, dei-lhe um belo tapão na cabeça, desses de se ouvir do outro lado da rua. Fui surpreendido por algo melequento na minha mão e, ainda atônito, ouvi ele dizer: "Porra, Léo, fiquei uma hora ajeitando a porra do cabelo! Agora vou ter que voltar em casa antes de ir pra academia!", e se virou e foi embora. Quando um sujeito homem passa mousse, gel, qualquer merda que seja, no cabelo PRA IR PRA ACADEMIA TREINAR MUAY THAI, devemos apertar o botão vermelho, acionar o bat-sinal e tirar as crianças da sala, porque o bicho vai pegar.



          No fim dos anos noventa, os estilistas perceberam que os maridos tavam apertando o cerco do cartão de crédito, e a mulherada vinha refreando seus impulsos consumistas em virtude desse controle "externo". Então, num mato sem cachorro, ou melhor, com uma unha quebrada e sem uma lixinha na necessáire, as bibas pensaram, pensaram, pensaram, retocaram a maquiagem, pensaram e resolveram atacar de frente, ou melhor, de costas, o inimigo. E inventaram essa estória de que homem também se cuida, pois se conseguissem vender suas viadagens pros maridos, eles liberariam(!) as mulheres para comprar. E eis que a geração crescida em meio à pederastia nos anos setenta, que agora nos noventa eram os tais maridos, cairam feito umas gazelas de patinha quebrada na armadilha cor de rosa das borboletas Fashion e pronto, nasceu o metrossexual.

          Só que as maquiavélicas costureiras acertaram duas garças reais com uma bolsada só: um bando de afeminados, boiolas, bicholas, atores de teatro infantil, jogadores de vôlei e afins aproveitaram a brecha bem lubrificada e embarcaram nessa de maletinha Louis Vitton e cuia. Aí já viu. Descambou. Mas enquanto há a luta de mulheres na lama há esperança. Imprima esse guia e o cole na parede da sua academia. Envie para os seus amigos junto com as menininhas morrendo e os textos do Jabor. Faça uma camisa com ele. Distribua entre seus amiguinhos da aula de ioga ou de dança contemporânea. Enfim, é um guia para você viver conforme seus preceitos, praticamente uma tábua dos dez mandamentos  que deixa comer a mulher do próximo. O manual será dividido por assuntos, pra facilitar a compreensão e a marcação dos tópicos com hidrocor vermelhinho pelos leitores mais precisados.




        ESPORTES

 





          Vamos começar cutucando a onça com vara longa, grossa e satisfatória. Esportes. Já não bastasse  o apartheid social que existe hoje em dia com esportes tipicamente de macho, como a caça de focas com porretes, a briga clandestina e a tourada, há também a proliferação de esportes tipicamente bicharescos, e de regras abaitoladas nos esportes de macho. Esportes como vôlei, ginástica olímpica ou natação estão fora de cogitação. Grau de viadagem altíssimo. Dizer vôlei feminino, por exemplo, é eufemismo. Esportes como tênis ou basquete, devido à sua plasticidade tem grau de viadagem médio. Para praticar esses esportes recomenda-se como exemplo Joe McEnroe ou Shaquille O’Neil. Porradores e comedores. Esporte pra macho mesmo é arte marcial. Mas não dessas da moda, tipo Krav Magá, Kendo ou ninjutsu moderno. Arte marcial de verdade voa dente, quebra costela e suja a sala inteira de sangue. E proteção é pros fracos. O lance é caco de vidro na mão e até só sair um do ringue. O resto é ballet sem a sainha rodada. Também são esportes de macho futebol, boliche e poker. Poker, aliás, é um dos maiores esportes de macho do mundo. Vale dinheiro, se fuma e se bebe o tempo todo e você pode ficar rico em uma mão. Ícones machos do esporte: Joe McEnroe, Myke Tyson, Bruce Lee, Chuck Norris, Garrincha, Muhammad Ali e Michael Schummacher. O esporte supremo do macho, como todo mundo sabe, é o hóquei no gelo. A porrada come e ninguem se mete, o sangue pinga no gelo e a galera vai ao delírio. Em vez de Dança no Gelo e Holliday on Ice, deveriam é trazer o hóquei pro Brasil. Ia ser uma baixa enooorme pro mundo dos metrossexuais.



       

        MÚSICA



          É senso comum que o Rock anos sessenta/setenta, Jazz, Blues e o Samba são música de macho. Muito sexo, bebidas, mulherada, violência e polêmica. E claro, muito talento e intempestuosidade. Isso sim são estilos de macho. Há os estilos intermediários, como o Pop, o sertanejo, o pagode, enfim, que apesar de muito ruins, são só uma questão de mau gosto, não de viadagem. Mas como macho que é macho tem bom gosto, sem excessos, eles ficam em segundo plano. E há os estilos tipicamente metrossexuais abichalados, como o trance, o psy trance, o super trance, o estica e puxa trance e etc. O que falar de estilos de música que reúnem milhares de sujeitos bombados, sem camisa ou de camisa cor-de-rosa pra rebolar e se contorcer enquanto as mulheres se beijam umas às outras? Se não fosse a horda de marombados afeminados seria um belo espetáculo várias gostosas se agarrando e se lambendo.

          Mas o risco é alto, periga de você esbarrar em um desses sujeitos, e em vez da porrada comer, ele ficar te abraçando a noite inteira pedindo desculpas. Definitivamente, não vale o risco. Emo Core e essas correntes modernosas de rock já ultrapassaram o nível "Metrossexual quase bicha" e entraram em "Pós-viado tetrassexual". Nem preciso falar deles. Ícones machos da música: Eric Clapton, Jim Morrisson, John Boham, Miles Davis, Pixinguinha e o Leonardo, que apesar de sertanjeo é macho e pegador nato.





        TRABALHO

   

          Qualquer trabalho ligado a artes plásticas e literatura só não é gay se você for um gênio perturbado, alcólatra, mulherengo e tiver pelo menos três filhos bastardos e não ter escrito nunca um livro de auto ajuda ou um diário. A única excessão mundial é o Verissimo, que é um cara casado, sério, mas é gênio incontestável. Na música, mesmo gênio, instrumentos como flauta, oboé, trombone de vara, violoncelo ou  baixo estão fora de cogitação.  Estilista, cozinheiro, maquiador,  animador de festa de criança e professor de educação física são profissões que deviam ser banidas do mundo masculino.  Quanto às outras profissões não há restrições.



   



        NO RELACIONAMENTO



          COM MULHERES, é claro. Se vocês acham que vou defender o machismo desenfreado e quissá até agressivo, pensou errado. Macho que é macho não grita com mulher, não bate em mulher. Grita com um amigo dela, e bate nele. E se ele usar óculos e for baixinho, arrebenta também o amigo do amigo, porque macho que é macho não é  covarde. No relacionamento de um macho com a sua fêmea escolhida, há prioridades. Macho que é macho só deixa de ir ao futebol, por exemplo, em caso de vida ou morte. Qualquer compromisso de um macho com a sua mulher tem que se adequar ao horário do futebol.

            Macho só vê ballet se houver a promessa de uma noite de sexo selvagem como recompensa. Macho não lava roupa nem louça, nem faz comida, a não ser com intuitos de seduzir a pequena em questão, e mesmo assim com receita que baixou da internet e mandou a mãe fazer antes pra ver como era. Macho não trata a mulher mal, porque isso é coisa de nerd virgem inseguro e de veado que quer manter a pose. Mulher de macho não dá beijo técnico porque isso não existe. Pergunta só pros atores sobree a ereção técnica que eles têm beijando as gostosas.





        NA NOITADA



          Antes de mais nada, macho só dança da cintura pra cima. E mesmo assim muito discretamente. Ficar saracuteando por aí é coisa de metrossexual moderninho que faz aula de Aero Spinning New Dance e vai botar tudo pra fora na noitada. Macho não bebe bebida colorida. No máximo cerveja preta. Nem nada com palitinho nem azeitona dentro. Nem pede nada diet, light ou low carb. Esse negócio de mandar amiguinha falar é coisa de Emo. Macho que é macho pergunta as horas e dez minutos depois a mulher ta fingindo que vai ao banheiro pra falar pra amiga que não vai voltar com ela pra casa. Brigar em boate é coisa de pitboy aviadado que quer se auto-afirmar. Depois da noitada, nada de comer sanduíche de quinze pratas em posto de gasolina. Macho come cachorro quente com botulismo em porta de puteiro, com suco de caju grátis. 




    

        NA INTERNET



        Infelizmente a internet é um antro de pederastia, boiolagem e dicas de como domar seus cabelos rebeldes com um relaxamento anti-frizz. Pra começar, macho não lê blogue. Blogueiro é tudo  a)
um bando de veados enrustidos que querem fazer um diarinho pra falar em o quanto a vida é má e dura(!) com eles; b) um bando de nerds que na internet fingem que não são nerds e  tentar arrumar mulher ou dinheiro ou; c) eu. Macho também não tem blogue, só se for a) profissional; b) relacionado à uma área de interesse profissional ou pra ganha dinheiroou; c) eu. Macho na internet só vê pornografia, notícias e luta no youtube. Macho não fuxica orkut e não bota letrinha de música nem poesia no perfil. No orkut, trinta por cento das comunidades de um macho têm quer ser de futebol.

          Macho não bota foto sem camisa no orkut, a não ser que seja modelo ou tenha levado uma facada e esteja exibindo a cicatriz. Nada de comunidades como "eu sou romântico", "eu adoro hamsters" ou "dicas de beleza: homens". Em programas de mensagens instantâneas, são proibidas frases indicando o estado de espírito e outras viadagens como "tixti", "o mundo dá voltas" ou "de coração partido". Macho não afoga as mágoas na internt, bota logo um whisky duplo e perde mil pratas jogando poker. Aí chega em casa e vai ver sacanagem na internet.




          Bom, é isso. Meu dever cívico foi cumprido. Espero que as novas gerações tenham esse guia como uma espécie de Manual de Cabeceira. Temos que livrar o mundo do mousse masculino, dos anéis de polegar e da gola rolê. Leiam, decorem espalhem pros seus amigos, namorados ou professores de hidorginástica. Vamos mandar essas bicharocas de volta pro closet de cinco portas de onde elas vieram!  Porque como bem disse o Diogo Portugal, "eu não depilo o peito porque quanto eu to comendo pipoca e ela cai, eu prefiro catar ela do peito do que do meu saco". Ser macho é antes de tudo um ato de  respeito à natureza.






































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Da Hipocrisia 25/02/11


            Eu achava que depois do comunismo a hipocrisia humana não teria mais para onde avançar. Mas tem. Uma acalorada discussão que acompanhei ontem foi o estopim para que eu chegasse a esta conclusão. Você vê Big Brother? Vê, que eu sei, mas vai falar que não vê. Mas continua lendo e não conta pra ninguém.

            Bom, a discussão, eu dizia. Nesta acalorada discussão, uma mulher dos ses vinte e muitos anos, defendia que fulana do Big Brother era piranha, porque tinha ficado com um, depois pro outro, e agora queria voltar pro um e ficava se esfregando nele. Bom, ou a minha vida é um grande filme pornô ou a maioria das mulheres já fez isso em algum momento da vida. Quer dizer agora que nenhuma mulher aqui fora nunca ficou com dois sujeitos em um curto espaço de tempo ou se usou de artifícios, digamos, apelativos, para conquistar um homem?

            É o mesmo caso de um sujeito que compra CDs e programas piratas reclamar quando roubam conteúdo dele sem dar os créditos. Não é a mesmíssima coisa? Ou um usuário de drogas participar de passeatas pela paz, sendo que ele financia TODO o aparato do tráfico. E o pior é que as pessoas agem como se realmente estivessem indignadas.

Conheço mulheres que já saíram com o namorado da melhor amiga, e se indignam com a famosa tal que foi flagrada aos beijos com outro homem, traindo o namorado. Qual a diferença? Eu digo a diferença. A diferença é que o conceito PCDS, ou Puta na Cama, Dama na Sociedade, impera atualmente. Então, as mulheres se acham no direito de jular outra que deixou escapar a que era pra estar na cama para a sociedade. E com relação às drogas, a situação está tão fora do controle que hoje em dia o normal é quem usa drogas. E já é tão normal que os usuários até se esquecem de que estão, na maioria das vezes, cometendo um crime e alimentando uma rede criminosa que mata centenas de pessoas por mês, só no Rio de Janeiro.

O grande problema é que as pessoas são esquizofrênicas, e realmente acham que são aquela projeção que fazem de si mesmas. Mas não são! Elas são aquela rebolando pro amante no Motel na hora do almoço. Elas são aquele subindo o morro pra comprar um baseadinho. Elas são aquela que entra no email do namorado escondido e vasculha as coisas dele quando ele chega em casa. Elas são aquele que faz mutreta com a TV à cabo. Elas são aquela que fala sacanagem para um quase estranho na internet. Estas são as pessoas de verdade. É a velha anedota do conservador americano que sai com prostitutas menores de idade e faz discursos inflamados contra o aborto e a união civil de pessoas do mesmo sexo. Mas no fundo, no fundo, ela sabe que é tão piranha quanto a mulher do BBB e o maconheiro sabe que é tão criminoso quanto um ladrão qualquer. E é isso que me conforta.

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Entendendo a mente masculina, o guia definitivo! 24/02/11


 

Bom, há um tempo eu assisti o filme "A verdade nua e crua" (The ugly truth). O filme é muito bacana. Muito bom mesmo. Não vou contar a história pra não dar spoiller, mas, resumidamente, conta a história de uma produtora de Tv cujo programa está indo por água abaixo, e então um dos diretores da emissora resolver contratar um sujeito que tem um programa de "conselhos" sobre relacionamentos, mas o cara é bem, digamos, sincero, e depois ele acaba a ajudando a conquistar um cara. E chega, se quiserem saber o resto vão ao cinema, seus muquiranas!

 

E você tá aí achando que eu vou fazer post pago? Propaganda? Nada disso, engraçadinho. Sai daí que não é com você que eu quero falar, é com as moças. Isso mesmo, rapa fora. Bom, meninas, agora que somos só nós – e a minha namorada, que ela não é boba – eu posso abrir o jogo. Minha enorme compaixão pela raça humana (pela metade feminina) falou mais alto e me senti na obrigação de me retratar de tantas vezes ter sido machista e chauvinista. E nada melhor para me redimir com as leitoras desta humilde revista do que um post inteirinho só pra vocês.

 

Bom, sem mais delongas, é o seguinte. Hoje eu vou ajudar vocês, meninas (e meninos que gostam de meninos, sem preconceito) a entender e, quiçá, conquistar o ser amado. Desde que ele seja do sexo oposto, claro. E não subestimem as minhas dicas, pois elas são baseadas em informações de dentro das linhas inimigas, afinal, não se esqueçam de que eu sou um homem, e já fui objeto de ardente luxúria desejo de milhares centenas dezenas de uma meia dúzia de mulheres. Apresento a vocês, o Entendendo a mente masculina, o guia definitivo!

 

 

 1.      Os homens querem comer vocês. Ponto.

 

 

Resignem-se. Nós podemos estar apaixonados, amando, podemos odiar você, podemos ter brigado, podemos até nem te conhecer, mas se você for mulher e minimamente atraente, nós queremos te comer. Isso NÃO significa que queiramos somente isso, longe de mim. Mas queremos isso. Sempre. Então, não se ofenda com olhares que escapolem e são flagrados, elogios neste sentido ou tentativas de criamos um clima: no fim das contas, nosso objetivo pano de fundo é sempre comer vocês.

Nós amamos vocês, casamos, usamos aliança, escrevemos poemas, mas não deixamos de querer comer vocês. Então, se vocês querem conquistar um homem, pensem nisso. Ele pode ser o sujeito mais apaixonado do mundo, mas ele quer te comer e pensa nisso mais do que vocês imaginam. Logo, agradar a nossa metade que quer comer vocês funciona mesmo com um homem apaixonado, louco por vocês. E quando digo agradar não digo somente ceder e ir pra cama, digo ser sensual e não esquecer que dentro daquele cara recitando Los Hermanos com um buquê de Rosas brancas na mão, existe um tarado que está imaginando você deitada em cima daquelas flores, nua. Nunca se esqueçam disso.

 

 

2.      Não se vista para outras mulheres, se vista para os homens.

 

 

É consenso que mulheres se vestem para outras mulheres, e não para os homens. O que pode ser mais idiota do que isso? Se você é uma mulher e quer agradar seu namorado/noivo/marido, ou pretende conseguir um, por que diabos você não se veste pensando nisso? Por que, em vez de um vestido provocante bacana, vocês se preocupam com a cor do sapato. Que homem em sã consciência vai olhar os sapatos de uma mulher, me perdoem a má palavra, gostosa, com um vestido sensual?

Vocês acham mesmo que nós vamos reparar que a bolsa não combina com a obturação do seu pré-molar? Acham mesmo que nós vamos reparar que você usou este vestido duas vezes nos últimos quinze meses? Com o perdão da crueza, mas em se tratando de uma mulher dentro de uma roupa, há somente três áreas que são escaneadas pelos olhos masculinos: bunda, peitos e pernas. Mais nada. Tudo o que você estiver usando fora isso não será assimilado pelo nosso córtex cerebral, portanto, não se preocupem.

Dica importante: às vezes é até melhor deixar as mulheres comentarem as suas roupas. Verdade. Quando uma mulher chega para um homem e fala mal da roupa de outra, a resposta do homem é padrão. Sempre. “E daí? Ela é gostosa, ela pode”. Portanto, deixe as mulheres falarem das suas roupas e ganhe um elogio de pedreiro de brinde.

 

 

3.      Olhar não é sinal de desejo.

 

 

Se você vir seu namorado/noivo/marido olhando para uma amiga sua, conhecida ou outra mulher na rua, não se espante. Ele estava mesmo olhando. Porém, não necessariamente, desejando. Nós homens olhamos para outras mulheres porque a beleza e o corpo femininos são harmônicos, esteticamente agradáveis. Não porque estamos loucos para arrancar-lhe a roupa.

E o fato de simplesmente olharmos não significa que a achemos mais bonita/gostosa do que você. Só estamos olhando, como se olha para um quadro bonito ou algo que o valha. Este tópico é sério. Eu particularmente sofro muito com isso, porque fico olhando as mulheres imaginando para onde elas estão indo, o que elas fazem, se são casadas, se trabalham etc. E enquanto penso, naturalmente, estou olhando para a roupa da moça. E em um minuto já pareço um maluco tarado.

Portanto, moças, se estamos olhando para uma mulher, não necessariamente a estamos imaginando sem roupa. Na maioria das vezes estamos, mas não é sempre.

 

 

 

4.      Homens são simples. Repita isso como um mantra.

 

 

 

Homens são seres muito simples. Muito mesmo. Homens são como um relógio de corda: você sabe o que ele precisa para funcionar, então você vai lá, dá corda, e ele te mostra as horas. Simples. Já mulheres são como o relógio do videocassete: se desregulam sozinhas, ninguém nunca consegue entender como funcionam e, quando estão desreguladas, vão fazer de tudo para te convencer de que a culpa é sua, que, afinal, não consegue nem acertar as horas de um maldito videocassete que só quer amor, compreensão e que você não deixe a porra da toalha molhada em cima da cama.

Não tenha medo de dizer que não quer ir ao cinema, que não quer ir ao bar com os amigos ou que quer ver filme romântico. Mesmo que não gostemos do que você disser, diga. Vamos agir melhor do que se você contar uma estória de quinze minutos para no final insinuar algo. Acreditem.

Nós homens somos diretos e simplórios: dizemos o que queremos, como queremos e quando queremos. Sem jogo, sem lenga lenga. Já as mulheres são como Jesus: já que ninguém acredita mesmo nelas, elas falam tudo através de parábolas e metáforas, e se você não entender e for pro inferno, a culpa é sua. Portanto, se quer dizer algo a um homem, diga. Simples assim. Não chegue fazendo perguntas e fazendo rodeios. Vá direto ao ponto. Acredite, nós sabemos o que é querer ir direto ao ponto e não poder.

 

 

            Com estas regras compreendidas e assimiladas, a sua relação com os homens já vai ser bem mais fácil. Acreditem em mim. Perguntem aos seus namorados/noivos/maridos se isso não é verdade. E se eles disserem que não é, cuidado, eles podem querer ler este post para aprenderem eles mesmos como agradar os homens… 

 

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A teoria da Carteira Perdida 23/02/11


           Eu tenho uma teoria que se chama “teoria da carteira perdida”. Mas antes de falar dela, vou falar de outra coisa, pra introduzir o assunto. Eu sempre tive Orkut, desde o começo. Mas desde lá, já apaguei ele umas cinco vezes. De propósito e sem arrependimentos. Sabem por quê? Pra arejar. Pra começar de novo. Pra ver o que realmente é importante. E é aí que entra a Teoria da Carteira Perdida.

            Quando você tem uma carteira por muito tempo, você tem papéis, cartões de banco, cartões de visitas, várias coisas importantes e necessárias. Quer dizer, que você julga importantes e necessárias. Você até tem certeza de que elas são importantes e necessárias. Mas não são. Quer que eu prove? Você já perdeu uma carteira? Tirando dinheiro, de quantas coisas vocês lembraram que tinham na carteira? De quantos cartões de visita você lembra? De quantos papeizinhos você lembra? De quantas dessas coisas você precisou depois de perder a carteira? Quase nada? That´s my point.

            E quando eu deleto o Orkut, percebo que todos aqueles “amigos”, todas aquelas comunidades, todos aqueles vídeos legais favoritados – nada daquilo era realmente importante. Nunca precisei de nada disso depois de deletado um perfil. Os amigos mesmo adicionam de volta em algumas semanas. E o resto você não vai nem lembrar o que era.

            De vez em quando é bom fazer isso, jogar a carteira fora. É bom pra perceber que nem tudo o que guardamos, nem tudo o que temos, é realmente importante, realmente imprescindível. Percebam que este texto NÃO É uma metáfora para relacionamentos amorosos. Seria idiota pensar desse jeito sobre um assunto sério como este. Me refiro a coisas pequenas, que atravancam e entulham a vida da gente. Também aplico esta teoria ao meu Desktop do computador. Ao próprio computador. Depois de um tempo você percebe que nunca mais vai usar a maioria daqueles links, vídeos e anotações. Faça o teste. Não precisa jogar a carteira fora, mas aplique a teoria a alguma área da sua vida. Eu aplico também a revistas e jornais velhos. Tirando a coleção de Playboys e Sexys, claro. Desapego tem limite.

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O Ego te ajuda a escolher a sua próxima namorada! 22/02/11


 Este post foi originalmente publicado em outro blog meu, que como todos os meus blogs ninguém lia, então vou respostar aqui.





 Preocupado com o bem estar e com o conforto de nossos leitores, resolvi realizar o Comparativo Eu e Meu Ego Grande de Namoradas modelo 2010. Depois de ter ajudado pessoas a comprar Escorts, Palios e Monzas, agora vou ajudar você, incauto leitor, a escolher a sua próxima namorada! É isso mesmo! Chega de dúvidas, chega de visitar Mãe Shirley de Bangu, chega de promessa pra Santo Antônio! Chega de sofrimento! Sua namorada recatada não quer liberar o banco de trás pra você? Sua namorada saidinha tem muita intimidade com o mecânico do pé grande? Sua namorada ninfeta não pode sair depois das dez porque os pais não deixam? Nada tema, estimado e indeciso leitor! Depois do nosso teste comparativo suas dúvidas irão se esvair e você será o feliz e satisfeito proprietário de uma namorava novinha em folha!

 

 

 

 

  TESTE COMPARATIVO EU E MEU EGO GRANDE
Piranha Recatada Coroa Ninfeta Falsa Recatada
Conforto

 

É a mais confortável de todas. Tem o maior porta malas da categoria. O assento é bastante cofortável e tem a maior distância entre pernas dentre os concorrentes, o que aumenta o espaço interno. Algumas são tão confortáveis que podem ser ocupadas por mais de uma pessoa ao mesmo tempo.
Costuma ter airbags grandes e ergonômicos, acionados sem muito esforço. Porém, por um problema elétrico, o acionamento dos airbags pode causar curto circuito nos faróis.

 

 

 

 

 

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Por ter menos tempo de uso que os outros concorrentes, pode ter a suspensão menos maleável. Não possui porta traseira e o motor costuma demorar um pouco para esquentar, necessitando, em alguns casos, de um pequeno tranco. A passagem de marcha é feita com pouca frequência e raramente á acesso ao porta malas.

 

 

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Depois de muitos quilômetros de rodagem, este modelo já vem amaciado. Os assentos são confortáveis e, apesar de algumas ranhuras de desgaste pelo uso, ainda desempenham bem seu papel.
O porta malas vêm um pouco arriado mas, devido à perícia adquirida ao longo dos anos, a troca de marchas é uma das melhores da categoria.

 

 

6

 

Definitivamente é a menos confortável da categoria. Apertada e com pouco espaço interno, vai exigir que você entre com jeitinho e não faça movimentos bruscos lá dentro.
O assento pequeno e a pequena dsitância entre pernas dificultam as grandes arrancadas, mas pode ter certeza de que depois de entrar você vai achar até aconchegante.

 

 

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Conforto é com ela mesma. Sem preconceitos mas ao mesmo tempo sem exibicionismos, este modelo te acomoda como nenhum outro. O assento é ergonômico, o pisca-pisca tem um botão muito macio e a altura do volante é ajustável.

 

 

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Economia

 

Neste modelo a economia não é o forte. Os acessórios são caríssimos, assim como os retoques na suspensão e na lataria. Se quiser economizar ao adquirir um modelo destes, divida com um amigo. Ela pode ser usada por mais de uma pessoa sem demonstrar desgaste nas peças internas nem na pintura.

 

 

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Como este modelo só vem na versão básica, o gasto com acessórios é zero. O consumo de apetrechos sexuais, jantares caros e da conta de telefone também são muito baixos, praticamente inexistentes.

 

 

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Neste estágio os acessórios já não têm tanta importância, mas há outros gastos. Os airbags já alcançaram as 20.000 chupadas é provável que necessitem de uma injeção eletrônica de silicone.
Utensílios como acolchoamento no volante, um faqueiro de prata ou uma lipoaspiração podem aumentar as suas despesas.

 

 

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Sem dúvida o modelo mais econômico de todos. Bebe pouco, consome roupas de grifes de menininhas e, como a troca de fluido é feita com menos frequência, seu gasto com motel, camisinha e abortos é muito baixo.

 

 

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Este modelo gasta muito pouco. Não menos que a Coroa, mas está longe de gastar como uma Piranha. Bebe pouco pois não gosta de te deixar mal na frente dos amigos e os acessórios são baratos e resistentes.

 

 

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Estabilidade

 

Este modelo está para estabilidade assim como o Congresso Nacional está para honestidade: você já sabe que não tem, então não reclame depois.
Um alto investimento em acessórios ou manter o porta malas sempre cheio são maneiras de tentar manter a estabilidade por alguns quilômetros, mas não é garantido.

 

 

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Estável por natureza, a pequena distância entre pernas e o pouco desgaste das peças de fábrica contribuiem para a estabilidade deste modelo.
Porém, se não forem amaciadas do jeito certo podem derrapar em uma curva, bater de frente com um negão caminhoneiro, e aí, camarada, o fantasma do motor de arranca cabaço do negão causará PT (Perda do Toba), e nunca mais ela será a mesma.

 

 

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Depois da recatada, é a que tem o maior grau de estabilidade da categoria. Seus pneus largos e baixos dificultam as derrapadas nas curvas, mas cuidado: se você for negligente e esquecer de trocar o óleo com frequência, pode ocorrer um super-aquecimento do sistema do grelo central, o que vai fazer com que ela procure outro para fazer a retífica completa.

 

 

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Variável. Se você for o primeiro dono e arrebentar o lacre da ventoinha, é provável que a estabilidade se mantenha por uns vinte ou trinta anos, até a paixão da primeira vez passar.
Se você não foi o primeiro dono, a estabilidade vai depender de uma série de fatores: do nível de consumo de álcool, da sua paciência em passear no Shopping ou da sua disposição de ir amaciando o modelo aos poucos, até o motor aquecer e você poder, enfim, bater o pino.

 

 

6

 

Assim como na Ninfeta e na recatada, a estabilidade deste modelo pode depender muito do seu desempenho. Costuma exigir pouco do proprietário e, com algumas trocas de óleo semanais e um pouco de dedicação, tem-se uma namorada estável e com poucas chances de derrapagem nas curvas.
Porém, para evitar derrapagens, aconselha-se não deixá-la sair de casa molhada. Sabe como é, molhada escorrega mais fácil…

 

 

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Manutenção

 

Relativamente fácil. Acessórios sempre novos e brilhantes, tapinhas na traseira e constante observação do nível do fluido seminal são algumas das suas poucas preocupações com manutenção.

 

 

8

 

Mediana. A manutenção destes modelos costuma ser mais delicada e despendiosa que a dos outros modelos, por requerer necessidades diferenciadas.
Os bancos confortáveis são projetados pensando nas intermináveis sessões de discussão da relação. Uma boa relação com a sogra é fundamental para a manutenção, pois estas sogras não costumam aceitar que troquem o óleo das filhas delas.

 

 

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Este modelo tem uma manutenção simples e prática. Pequenos retoques na lataria e um pouco de óleo no motor duas vezes por semana dão conta do recado.
Uma esticada maior num fim de semana pode causar uma semana de descanso para o motor e dor de cabeça.

 

 

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A manutenção é simples e pouco dispendiosa. Lubrificação semanal e ingressos para shows de bandas da moda são medidas fundamentais para a boa manutenção do seu modelo.
Cremes para espinhas, camisinhas extra lubrificadas e cinema com pipoca também contribuem para o cenário positivo.

 

 

7

 

É o modelo de mais fácil manutenção. Orgulhosas, raramente aceitam ser sustentadas. No máximo uma lubrificada aqui, uma calibragem ali, mas nada de muito despendioso.
Poucas discussões de relação são requeridas, e mesmo assim elas podem ser feitas na garagem ou em cima da mesa da cozinha. Mas cuidado: se a temperatura subir muito e você não fizer imediatamente a troca de fluidos, o motor pode bater pino na casa do vizinho marombeiro e os danos serão consideráveis.

 

 

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Desempenho

 

Top de linha. Incomparável. Vai de zero a "Oh, George, go, go, go!" em poucos segundos. Mantém a aceleração durante muito tempo sem perder a velocidade e, se sua bateria arriar, tudo será resolvido com uma longa e salvadora chupeta.

 

 

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Satisfatório para uso na cidade ou de noite, na cama. Para uso na estrada, na escadaria do prédio ou em cima da mesa da sala, seu desempenho deixa a desejar.
Seu motor pouco potente não permite batidas traseiras, fortes arrancadas ou vigorosas trocas de marchas.

 

 

7

 

Mediano. Não deixa a desejar no uso do dia a dia, mas para uma atuação mais arrojada pode deixar a desejar. Depois de forçado muito por um período muito prolongado o motor tende a se resfriar e ficar alguns dias de mau humor, achando que você só quer ele pra isso e que não o ama mais.

 

 

6

 

Se bem lubrificado o motor, apesar de compacto, pode atingir um desempenho que deixa pouco a desejar em relação aos outros modelos.
Um pouco de vodca ou Smirnof Ice misturado ao combustível proporciona um ganho de mais de 100% no desempenho total.

 

 

7

 

Ninguém diz, mas por baixo daquele vestidinho comportado com poucos acessórios tem um motor nervoso e potente pronto para te fazer pisar fundo na reta.
Por ter uma carroceria modesta e não preparada para toda esta potência, este modelo pode apresentar alto índice de ruídos quando exigido muito.
Ficar muito tempo sem forçar o motor pode ser perigoso e extenuante, podendo te deixar sem forças e de pernas bambas depois de voltar a usar.

 

 

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Design

 

Mais um ponto onde este modelo leva vantagem. O design costuma ser muito caprichado, com acessórios muito polidos, lataria sempre em dia e pintura com cara de nova mesmo depois de longas horas de uso.

 

 

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Este modelo é o famoso rodízio de chuchu. O modelo só está disponível na cor bege e os pneus costumam ser salientes, e muitos vêm com com a calibragem sempre acima do limite aceitável.

 

 

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O que primeiro se nota nestes modelo são os pneus para fora da carroceria e o estofado desgastado. Um kit Tunning com sutiã Wonder Bra, calcinha Sloggi, cinta-liga e um dia no spa pode mascarar o desgaste aparente do modelo.

 

 

3

 

O design nesses modelos é caprichadíssimo. Retífica, manicure, cabelereiro e lanternagem toda semana. Quase não se percebe os pneus e a carroceria é enxuta e com tudo no lugar.

 

 

9

 

Discreto e completamente voltado para a usabilidade, este modelo é um verdadeiro lobo em pele de cordeiro. Seu design aparentemente simples e arrojado esconde suas vantagens internas, o que, para alguns, é uma vantagem e tanto.
Principalmente quando se passa em frente a obras ou na praia.

 

 

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Avaliação Final

 

Se você preza desempenho e conforto e não se preocupa com economia e estabilidade, este é o seu modelo. Como a manutenção também não é das mais difíceis e esta belezinha faz maravilhas com seus 4 cavalos, um cachorrinho, uma piranha e um frango assado de potência, os eventuais deslizes nas curvas e o alto consumo podem compensar.

 

 

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Este é o modelo ideal para os proprietários que não abre mão da estabilidade e da economia. O desempenho mediano não deixa a desejar para o uso diário e, se bem cuidada, a manutenção será feita sem sustos no seu bolso. É o modelo indicado para a família e para quem não necessita de longas esticadas e aventuras.

 

 

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O bom e velho bom, bonito e barato. Não se destaca assombrosamente em nenhum quesito, mas não fica muito atrás dos outros em nenhum. Se você não quer ter dor de cabeça com manutenção, estabilidade e economia, e quer uma namorada com um desempenho satisfatório, esta deve ser a sua escolha. No desempenho, aliás, você poderá ter gratas surpresas em algumas épocas do mês.

 

 

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Este modelo é para aquele dono que gosta de chamar a atenção. De quem prefere dividir o filé do que roer osso sozinho. O design deste modelo é de parar o trânsito. Porém, é um modelo difícil de dirigir: a estabilidade depende completamente da sua habilidade de manter a vareta do nível de óleo sempre levantada e lubrificada. O motor em princípio simples, com alguns aditivos pode ser bem agressivo e, digamos assim, guloso. E isso sem falar na inveja que seus amigos sentirão de você!

 

 

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A Falsa Recatada é a Escolha do EGO. É o modelo que tem o melhor conjunto e, mesmo nos quesitos onde não reina absoluta, não faz feio.
Faz você gastar pouco, não faz você passar vergonha na frente dos amigos e na hora de esticar o motor, amigo, se prepare para a melhor troca de óleo que você já teve, sem falar no sistema de balanceamento que vai te deixar nas nuvens.
A Falsa Recatada é a Escolha do EGO no Comparativo de Namoradas 2010.

 

 

 

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Prioridades e coincidências 21/02/11


          Esta história que eu vou contar me foi contada pelo meu pai, que jura de pé junto que ela é verdade. Como nunca ouvi nenhuma versão dela, acredito que meu pai a tenha inventado sozinho. Vamos a ela:

 

Marcus e Rochelle trabalhavam juntos há um ano. Pelo fato de Rochelle ser casada à época em que se conheceram, nunca houve nada além de amizade entre eles. Porém, três meses depois de se conhecerem Rochelle terminou o casamento, e aí o papo mudou. A tensão sexual entre eles era palpável, sem trocadilhos. Eles se esbarravam nos corredores, se falavam por e-mail, trocavam olhares lascivos, mas tudo na maior discrição e subjetividade.

Até que um dia, em uma festa, a tensão palpável emprestou o adjetivo “palpável” à bunda de Rochelle, que estava sendo efusivamente apalpada por Marcus. Um olhar desatento sobre os dois deixaria dúvidas sobre haver ali uma, duas ou três pessoas. O fogo era tanto que às vezes se pegavam (!) tentando tirar a roupa um do outro, em público, até que se lembravam que estavam em público. Até que Rochelle deu a idéia de irem para a casa de Marcus, mas este lembrou que estava sem luz. Não que eles fossem usar luz, mas não ter água gelada, comida nem TV não era uma perspectiva das mais agradáveis. Então Marcus sugeriu que fossem a um Motel. Rochelle aceitou, e partiram para lá, no carro de Marcus.

            Se o clima na festa já estava nas alturas, imaginem vocês dentro do carro. Zíperes não duraram uma passagem de marcha (!) para serem abertos, e assim, neste clima de cena de filme pornô, chegaram ao Motel. Já no estacionamento as mãos estavam cheias e nenhuma delas era com o volante do carro. Então, em um momento onde quem olhasse de fora só veria Marcus, o carro bateu em algo. Era outro carro. Marcus saiu desesperado, achando que aquele acidente ia melar (ou não ia deixar melar) sua noite. Mas quando saiu percebeu que o cenário não era tão ruim: apesar de a batida ter sido consideravelmente forte, ele reconhecera o carro: era de João, um dos seus melhores amigos. Querendo pregar uma peça no amigo, Marcus entrou no carro e seguiu para a sua noite de amor, luxúria e devassidão, e somente no dia seguinte ele ia avisar ao João que aquela batida no Motel havia sido ele.

            Marcus aproveitou a sua noite, afinal, era um ano de tesão incubado. No dia seguinte ligou para o escritório de João, no que foi avisado pela sua secretária de que ele havia viajado. Nossa, ele era rápido, passou a noite no Motel e viajou logo cedo. Ele ligaria outro dia. Três dias depois, na segunda, Marcus voltou a ligar. “O Dr. João ainda estava viajando”. Esses congressos de médicos que o João ia duravam toda a semana mesmo. Talvez ele voltasse até a sexta. Marcus deixou recado. João era casado e a mulher dele não gostava muito dos seus amigos, por isso Marcus não ligara para sua casa. Mas João era apaixonado por ela, a ponto de já ter lhe confidenciado que não saberia o que fazer se ela o traísse, ou mandasse ele escolher entre ela ou os amigos.

            Na quarta-feira João ligou de volta para Marcus, e marcaram um café. Marcus chegou primeiro e, quando João vinha se aproximando da mesa, com uma cara de muito preocupado, Marcus já falou logo, em um tom sério, para assustar João:

- Cara, tenho que falar uma coisa séria com você – Disse Marcus, muito sério e cínico.

- Puta que pariu, nem me fala. Só problema. Tá sabendo do meu carro? – Perguntou um indignado e revoltado João

- Sabendo de que? – Mais cinismo não podia haver.

- Do meu carro.

- Não, o que aconteceu? – Adendo: mais cinismo podia haver sim.

- Porra, Marquinho, foda. Eu viajei pra Argentina pra um Congresso, e de lá fui pra Miami comprar uns equipamentos novos pro consultório. Fiquei fora vinte dias.

- Vinte dias? – O cinismo dera lugar à surpresa. Havia somente dez dias que ele batera no carro de João.

- É, vinte dias, vinte e um, sei lá. Mas o pior não é isso. O pior é que eu deixei o carro com a Martha, milha mulher, e um filho da puta deu uma porrada no carro quando ela tava no supermercado. Filho da puta. E ela disse que o viado nem deixou bilhete nem nada, quando ela voltou do mercado o carro tava batido, no estacionamento. Filho da puta.

- Filha da puta…

- Hein? Filho da puta mesmo, né? Se eu pego o viado.

- É, se você pega…

- Mas então, o que você queria falar sério comigo?

 

            Por alguns segundos que pareceram três semanas, Marcus pensou em contar a verdade, em não contar, em sair correndo e até em fingir um ataque cardíaco. Mas, dada sua amizade com João, o companheirismo que João demonstrava indo a todos os jogos do Vasco com ele, ele tomou a decisão mais acertada:

- Comprei ingressos pra todos os jogos do Vascão no Carioca pra nós dois! Pra cima deles, Vascãããão!

 

            E os dois se abraçaram e começaram a cantar músicas sobre o Vasco. Ele decidira que era melhor que João vivesse na ignorância do que lhe contar a verdade, perder o amigo, ver o amigo perder a mulher, e o pior: a história seria longa e ele tinha marcado com Rochelle no Motel dali a vinte minutos. First things first.

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A super D.R. 18/02/11

MIRIAM ESTÁ SENTADA NO SOFÁ, DE FRENTE PARA PAULO, E FALA AO TELEFONE

MIRIAM – Paulo, vem direto pra casa! Eu quero falar com você! COM VOCÊ, ouviu?

MIRIAM DESLIGA O TELEFONE COM RAIVA, SENTA NO SOFÁ E CRUZA OS BRAÇOS SÉRIA, ENQUANTO PAULO, SENTADO NO SOFÁ, OLHA PARA ELA COMO SE NADA ESTIVESSE ACONTECENDO. A CAMPAINHA TOCA. MIRIAM VAI ABRIR A PORTA, É PAULO. ELA ABRE A PORTA, OLHA PARA PAULO E FECHA A PORTA, IRRITADÍSSIMA. VAI ATÉ A MESA DE CENTRO, PEGA O TELEFONE E LIGA NOVAMENTE.

MIRIAM – Paulo, eu quero falar COM VOCÊ? Tá ouvindo? Você? Não era você, não dava tempo que você ter chegado, seu cínico! E vem logo! Tchau!

PAULO OLHA PARA ELA COMO QUEM NÃO PODE FAZER NADA.

PASSAGEM DE TEMPO.

BARULHO DE CHAVES DO LADO DE FORA. PAULO ENTRA E MIRIAM JÁ COMEÇA A FALAR. ENQUANTO ELA FALA, PAULO FAZ UM SINAL PARA O PAULO QUE ESTAVA NO SOFÁ, E ESTE SAI DA SALA E VAI PARA A COZINHA.

MIRIAM – Paulo, não agüento mais! Maldita hora em que eu fui reclamar que você andava meio ausente, que chegava tarde em casa. Maldita hora!

PAULO – Por que, mozico?

MIRIAM – Não vem com essa de Mozico! Não agüento mais esse monte de clone!

PAULO – É pra te ajudar e pra você se sentir menos sozinha, mozico. E não são clones, eles são eu. Eu faço cópias de mim mesmo, mas não são cópias mesmo, eles são eu. Todos eles!

MIRIAM – São você é o cacete! Você é você e eles são eles! E eu não consigo tratar eles como se fossem você! Eu to falando com você no telefone que to com saudade, e de repente me vem um de vocês pelado pra cima de mim! Não é você! Não dá!

PAULO – Mozico, sou eu sim.

MIRIAM – Não é, Paulo! Não é! Eu já acho estranho você fazer cópias pra lavar a louça, levar o cachorro pra passear ou buscar as crianças na escola, imagina uma cópia pelada aparecer de repente no meio da casa! Se põe no meu lugar!

PAULO – Eu ia adorar várias Miriams peladas por aí…

MIRIAM – Cala a boca, Paulo! Eu to falando sério! Você é você e eles são eles! Eu prefiro um marido ausente do que vários maridos ao mesmo tempo! Eu não consigo, Paulo, não dá!

PAULO – Tá, amor, vou fazer menos… Mas achei que fosse te agradar…

MIRIAM – Me agradar, Paulo? Eu quero VOCÊ, e não essas cópias. E não vem com essa de que eles são você, eu sei muito bem quando é você.

PAULO – É, eu não consigo mesmo te enganar. Vou parar, tá? Nada mais de cópias nessa casa!

NISSO A CÂMERA ABRE A UMA CÓPIA DO PAULO ESTÁ SENTADA NO SOFÁ, VENDO TV E COMENDO PIPOCA. PAULO OLHA PARA ELE COM AR DE REPROVAÇÃO E ELE SE LEVANTA RESIGNADO E SAI PELA PORTA.

MIRAM – Sério, amor. Eu te amo, mas só você. Eu sei quando é você. Não consigo nem conversar direito com eles.

PAULO – Promessa é dívida. Sem cópias em casa daqui pra frente.

MIRIAM – Promete?

PAULO – Prometo.

MIRIAM – Tá. Vamos dormir então, to morrendo de sono.

PAULO – Ah, amor, eu to com umas coisas pra fazer, uns relatórios. Pode ir, daqui a pouco eu vou.

MIRIAM- Tá, mas não demora. E nada de mandar cópias peladas pra cama comigo. Quero o senhor lá, nada de cópia

PAULO – Sim, senhora!

MIRIAM SAI E VAI PARA O QUARTO. PAULO FICA PARADO, COMO SE ESTIVESSE PENSANDO NO QUE ELA FALOU. NISSO, ALGUÉM BATE NA PORTA E MIRIAM FALA LÁ DE DENTRO.

MIRIAM (OS) – Quem é, amor?

PAULO (SEM ABRIR A PORTA, MAS INDO NA DIREÇÃO DELA) – É o entregador, amor. É que eu pedi pizza do caminho, pra chegar mais rápido.

PAULO ABRE A PORTA E VÊ PAULO DO LADO DE FORA. ELE SAI FURTIVAMENTE E FECHA A PORTA COM MUITO CUIDADO.

PAULO QUE ACABOU DE CHEGAR – E aí, como foi? Odeio DR, cara, putz. Me conta o que ela falou pra ela não desconfiar depois e tá liberado.

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