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O Clodovil interior nosso de cada dia 13/03/09

Texto antigo, em homenagem a onda politicamente correta que assola o mundo. O texto é de 2005, pra vocês verem que eu já era machista e preconceituoso antes disso virar moda.

O clodovil interior nosso de cada dia

Bom, pra não ficar de fora dessa moda de falar sobre a “nova” onda dos metrossexuais, eu também vou meter(?) meu bedelho(!) nessa história. Sem trocadilho. Mas com carinho. Bom, pra introduzir vocês no mundo dos trocadilhos fáceis e de baixo nível, e dos metrossexuais, eu vou dar uma pincelada: metrosexual é aquele sujeito moderno (sem aspas, gente…), que se cuida mais, é mais vaidoso, pinta as unhas, usa cremes faciais, faz as sobrancelhas etc. Sabe aquele amigo meio estranho que você tem que usa gel de dia, tem umas camisas cor-de-rosa com a gola pra fora do paletó e vive achando tudo um a-r-r-a-s-o!!?, pois bem, ele é um metrossexual. Isso mesmo, sem preconceitos pessoal. Se você tem mais de trinta, invariavelmente não vai conseguir separar o conceito de metrosexual do conceito de bicha. Mas não tem problema, na maioria dos casos, eles andam beem juntinhos mesmo porque, afinal, eles são modernos, descolados e não ligam pro que falam deles. Eles não tão nem aí pra essa sociedade careta e conservadora que não entende os filhos únicos criados pelas avós. Eles não ligam pras pessoas que ficam achando que eles são veados. Mesmo quando eles são.
O maior ícone desse “novo homem” é o modelo-superstar-bonitinho-preferido-das-celebridades-e-dos-fotógrafos, David Beckham. Ah, e jogador de futebol nas horas vagas. Ele se maqueia, faz luzes, faz as unhas, usa máscara facial e essas coisas. Ele é cultuado, seu sono maquiado, penteado e forçado é filmado e

vira vídeo de cabeceira de milhares de mulheres. E de alguns homens. Quem não acha os metrossexuais uma cambada de veado enrustido, via de regra, quer ser como eles. Alguns os acham riquinhos desocupados, outros acham que “lá na minha terra isso tem outro nome…”. Outros acham que esse novo homem é um homem livre de preconceitos e machismos e que “não tem problema nenhum em se cuidar um pouquinho, tá bom?! O que é que tem de mais num rougezinho bááásico, um delineador super-dia-a-dia ou uma calça de couro vermelha justa que deixa o bumbum um T-U-D-O.. Que atrasado!”…
Bom, há também argumentos incontestáveis. Se eu me depilasse e fizesse relaxamento nos cabelos, iam falar que eu sou veado, mas como é o Beckham todo mundo acha legal. Além do que, vamos concordar, muitos deles já são bichas mesmo, que só acharam uma maneira de poder usar aquele coletinho pink com o sapato de bico fino vermelho sem serem molestados(?). Ou de serem molestados. E muitos, bom, nem tantos assim, são homens mesmo que gostam de se cuidar. Não sério, são homens mesmo. De verdade. Mas que de madrugada o Clodovil interior deles fica sussurrando: “Nooossa, que unhas horrorosas!! Você está um bagaço!! Acho melhor você tirar férias e ir passar uns dias em São Francisco ou em Pelotas…”, ah, isso fica.

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É chegada a hora 10/03/09

É chegada a hora. Em dois anos e meio esse blogue já foi palco de textos para cinco mulheres, das quais duas foram namoradas oficiais. E como diria o poeta, não mais que de repente o cetro de primeira-dama (no bom sentido, claro) mudou de mãos. Claro, não foi uma mudança de mão em mão, mas mudou. E uma nova primeira-dama se faz notar no horizonte do Ego, e o momento esperado por muitos (por ela, inclusive), é chegado. O momento do primeiro texto público para uma namorada nova é um momento delicado. Há de se ter cuidado com as palavras para não magoar a(s) anterior(es) e, no meu caso esse é um problema seriíssimo, há de se evitar inevitáveis comparações com os textos para as outras. Tanto por parte da atual senhora quanto por parte dos fãs. Comentários aí embaixo do tipo “eu preferia os textos pra Shyrley. Eram bem melhores” podem causar rompimento da relação e, em casos extremos, castração (minha, claro).

Namorada nova é que nem caderno novo: revigora um pouco a gente, dá um gás a mais. Isso sem falar que, no meu caso, eu estou namorando uma pessoa que eu conheço há alguns meses e com a qual jamais havia passado pela minha cabeça ter a menor relação afetiva. Então aquele estalo de “porra, não acredito que eu to namorando você” é recorrente. Mas o mais incrível é ver, hoje, características que você nunca havia imaginado que essa pessoa tivesse. Qualidade e defeitos. É impressionante imaginar como se pode amar uma pessoa pela qual há poucos meses não se imaginava sequer um beijo roubado.

Namoros que começam pouco tempo depois de terminado o anterior têm, além desses, outros problemas. A insegurança é um deles. A sombra da outra pessoa se faz presente por algum tempo, mas logo se dissipa. E a segurança toma seu lugar e a calmaria paira. E a rotina, não a rotina ruim, nos enche de calma e certeza. A família, os amigos, enfim, nesse momento de difícil começo, tudo conspira a favor. E tardes assistindo Sílvio Santos ou noites sucessivas de cinema se tornam peças-chave nesse começo, provando que os percalços até ali ocorridos não passaram de provas que todo o resto valeria a pena.

E quando essa namorada nova se mostra uma pessoa mais teimosa que amortecedor de caminhão e mais geniosa do que mulher de deputado, a transição é ainda mais difícil. O que acontece quando uma força que não pode ser parada encontra um objeto que não pode ser movido? É o que estamos descobrindo. Eu tenho a discussão e a argumentação correndo nas veias, e argumentos de gente birrenta e teimosa como “porque eu quero”, “porque não” ou “vamos deixar isso pra lá”. Eu nunca deixo nada pra lá. Nunca. Nada. Eu sou uma força que não pode ser parada, e ela é um objeto que não pode ser movido. Não podia. A minha experiência e o constante exercício da oratória em discussões sobre futebol, religião e ideologias me fizeram ser uma força mais incontível (se é que existe essa palavra) do que ela ser um objeto irremovível. Já a consegui mover alguns centímetros.

E assim vamos. Nos conhecendo melhor, cedendo aqui, pressionando ali. Aos poucos os “não acredito que eu to namorando você” vão desaparecendo e dando lugar ao “parece que foi ontem…”. Conforme a pilha de cartões e a conta dos presentes vão aumentando, as afinidades vão se tornando mais fortes e a vida em comum se torna mais e mais comum. Boa sorte pra nós e me desculpem o tom pomposo e sério, mas o primeiro texto é sempre difícil.nos outros prometo voltar a desfilar minha genialidade de volta a caminho do humor e da galhofa.

p.s.: comentários dizendo que meus textos pra outras namoradas eram melhores, além de ignorados serão alvo de humilhação pública e empalamento. E pros que gostam de ser empalados, vão queimar na fogueira. E pros que gostam de queimar, vão tomar no meio dos seus cus. Porra, e pra quem gosta disso também não enche meu saco. Enfim.

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"Padre, há cinco anos eu como um gay" 09/03/09

O início do filme Annie Hall (Noivo neurótico, noiva nervosa) retrata bem o espírito do que eu vou falar. O personagem de Woody Allen, Alvy Singer, conversa com um amigo e, em uma série de trocadilhos que perderiam completamente o sentido e a graça se eu traduzisse, resumidamente se queixa de que as pessoas estão o perseguindo e o discriminando por ele seu judeu, mas essa “perseguição” é só fruto de sua imaginação paranóica. É recorrente entre os americanos essa “mania de perseguição” dos judeus que moram nos EUA hoje em dia. Infelizmente as “minorias” têm disso: de se acharam sempre injustiçadas, e que o mundo conspira contra elas. Na boa, chato pra caralho isso.
Um comercial recém-lançado da Doritos reacendeu a paranóia-homossexual: nele, amigos estão dentro de um carro quando começa a tocar YMCA. Um deles, o do banco do carona, começa a dançar e os outros o olham estranho, e vem a assinatura, que diz “quer dividir alguma coisa com os amigos? Divide um Doritos”. Engraçadíssimo! Mas já começaram a pedir que o CONAR (Conselho Nacional de Auto Regulamentação) o tire do ar por ser preconceituoso com os gays. Preconceituoso com os gays? Olha a paranóia Woodyalliana aí! Ninguém falou nada sobre gays. Ninguém falou que o que ele queria dividir é o fato de ele ser gay. Se ele dançasse a Macarena ou na boquinha da garrafa, a reação deles ia ser a mesma. E ponto.
Se for assim, porque é socialmente aceitável que me chamem de quatro olhos por eu usar óculos ou apelidos como magrelo, mosquito ou cabide por eu ser magro? Porque piada com magro, preto e de óculos pode, mas com gays não pode? Com nerd pode, como várias campanhas fazem, mas com gays não podem? Os gays são paranóicos via de regra. Acham que o mundo gira ao redor da infelicidade deles. E na boa, eu to cagando se fulano é gay ou não é. Eu vou continuar fazendo piada com isso até quando eu quiser. Se todos os tipos de pessoas que forem alvo de piadas começarem a dar chilique por isso o humor acaba. Aí vocês vão ficar felizes?
Outro dia eu tava em um  Shopping, e na mesa de um lado tinha um casal de idosos, e em outra, próxima, um casal homossexual. Dois homens. Os idosos não estavam de forma nenhuma sendo preconceituosos com o casal, mas estavam nitidamente incomodados, porque aquilo não é uma coisa normal pra eles. Isso não é preconceito. Mas não estavam fazendo nada. De repente, um dos dois gays falou baixinho: “vamos matar esses velhos co coração agora”, e sentou no colo do outro, e começaram a se agarrar de um jeito que ainda que fossem um homem e uma mulher EU ficaria escandalizado. Agora me diz: pra que isso? Pra que? Só pra escandalizar? Sinceramente, os próprios gays não se dão ao respeito, e preferem escandalizar e chocar do que simplesmente se manifestar, procurar seus direitos ou reivindicar o que querem.
As melhores piadas de pretos e de judeus que eu conheço me foram contadas POR pretos e por judeus. Vide Woody Allen, Chris Rock, Seinfeld etc. Por que os gays ainda não atingiram esse grau de maturidade e segurança, a ponto de chegar ao auto-escárnio? Ao contrário disso, eles preferem aparecer em público como bonecas afeminadas e cheias de firulas, como David Brasil, Leão Lobo e outros. E quando os gays, não todos, lógico, os apóiam e os têm como gays bem sucedidos, abrem brecha para os estereótipos. Falar que jogar videogame é coisa de nerd pode, mas eu falar que anel no polegar e teatro infantil são coisas de gay não pode? Por que? Ta na hora doa gays pararem de se achar injustiçados e reclamar e começarem a agir sem chilique e sem ver preconceito em tudo. E mais: sem reclamar das piadas envolvendo eles, pois elas nunca vão parar.
Pessoalmente acho isso muito chato. E não to nem aí pras chiliquentas que me chamam de homófobo e blábláblá. Só acho sinceramente que já ta muito mais do que na hora de esse ranço de censura disfarçado de “politicamente correto” tirar umas férias eternas. Ah, vejam o vídeo e dêem suas opiniões.

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Manifesto do Orgulho Brega 06/03/09

* Quem não leu lê, quem já leu lê de novo.

Nomes como Nelson Gonçalves, Wando, Elymar Santos, Falcão, Wander Wildner, Agnaldo Timóteo, Luiz Caldas, Raul Seixas, Sidney Magal e mais alguns são nossos Deuses, nosso panteão. “Tu és o MDC da minha vida”, “Eu tenho uma camiseta escrito Eu Te Amo” e “Eu não sou cachorro não” são nossos hinos, cantados por nuvens de mariachis com sombreiros brancos com detalhes dourado e pochetes em couro preto brilhante. É isso mesmo! Nós somos Bregas. Com maiúscula, olha o respeito!

Esse manifesto tem como objetivo resgatar a cultura Brega e reacender nos corações sangrentos e sofredores de todos os brasileiros o Orgulho Brega. Porque, no fundo, todo brasileiro é um Brega. E nós, Bregas, devemos nos unir! Nada de vergonha, nada de ouvir Magal ou Wando escondido, chega disso! Nos orgulhemos de nossa condição! Em nossas casas os sofás são de couro com textura de mármore! Nas mesas, elefantes de porcelana convivem lado a lado com galinhos que mudam de cor quando vai chover! Nossas TVs tem uma padronagem imitando o jacarandá e nossos carpetes são verdes musgo!

Nós usamos calça xadrez com camisa listrada sem pudor! Temos mullets, usamos calça de brim, chapéus e casacos de couro de Jacaré ou de cobra! Nossos celulares têm capas de couro preto e nossos computadores têm como descanso de tela fotos do pôr do sol e montagens com a foto da nossa amada! Por falar em amadas, às nossas nunca falta um buquê de rosas vermelhas, cartas e mais cartas, bilhetinhos, bichinhos de pelúcia e outros mimos. Nas nossas TVs só passam novelas mexicanas, programas de problemas familiares ou a novela nova da mulher do Sílvio Santos, e sob nossa estante de madeira avermelhada com cantoneiras douradas pousam DVDs de “Nove e meia semanas de amor”, “Ghost”, “A Lagoa Azul” dentre outros.

Aliás, o México é a Meca do Brega. Tudo que vem de lá é, por natureza, Brega. Aquelas roupas coloridas, os Mariachis, os ternos brancos, as varandas com adornos de mármore, enfim, o México é a Meca do Brega. Mas quem ainda não pode largar tudo e viver pintando ou compondo em Guadalajara, pode passar a lua de mel em Iguaba, um fim de semana em Caldas Novas ou um feriadão em Xerém, com direito a banho de cachoeira e tudo.

Então, se você é Brega, junte-se a nós! E se não é, não sabe o que está perdendo! Esse Manifesto é só o começo.  Seja bem vindo, senta aí na almofada com estampa de tigre, pega um ponche e sinta-se em casa.

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Quando eu for Deus (sem cacófato) 02/03/09

Esse texto é em virtude dos muitos comentários e emails chatos pra caralho carinhosos que tenho recebido nas últimas semanas. Não tem nada a ver com uma idéia que a minha amiga Má, lá do Vida em Posts, teve ontem. Se ela escrever sobre isso depois foi ela que chupou a minha idéia. A idéia.

Bom, vou abrir o jogo. Isso de eu ser metido, falastrão, metido a ateu comunista, coisa e tal, não passa de um embuste. A verdade é que, acredite quem quiser, eu sou Deus. Na verdade eu sou uma espécie de pré-Deus, e só vou assumir como Deus – sem o pré antes – quando acabar o mandato desse aí que tá lá. Quem criou o mundo fui eu, mas aí eu me emputeci, queimei umas cidades, inundei outras, matei uns sujeitos aí e cassaram meu mandato. Ai esse aí assumiu. Aí, pra tirar o rabo divino dele da reta, inventou isso de guerra, tráfico, violência, só pra não ter mais que usar dilúvio, praga, chuva de fogo, essas coisas. Mas eu vim a público hoje contar toda a verdade. Toda.

Pra começar eu não criei vocês à minha imagem e semelhança. Que idiotice! Vocês acham que eu escuto Xitãozinho & Xororó, torço pro flamengo ou mando corrente de menininha com hemorróida em Sri Lanka? Lógico que não, porra! Até porque, se eu crio vocês à minha imagem e semelhança o mundo ia ser um porre, cheio de gente querendo fazer milagre e matar os outros com colunas de fogo vindas do céu. Eu fiz vocês á imagem e semelhança do Homem Vitruviano, do Da Vinci. Aliás, outro segredo: Da Vinci também era Deus. Quer dizer, era eu. Bom, depois que perdi meu mandato a vida ficou chata, aí pra me divertir eu encarnava humanos “normais” de vez em quando. Alguns deles foram o Da Vinci, o Freud (com aquela barba, não enganei ninguém…), Ghandi, Rivelino, Muhammad Ali, Hemingway, entre outros. Dos vivos eu encarno as vezes no Verissimo (filho), no Michael Jordan e no Steve Jobs.

Então, aí eu peguei o desenho do Léo (Da Vinci), pintei uns de preto, uns de branco, uns de amarelo, uns de vermelho, fiz uns maiores, uns menores, uns gordos, uns magros, uns mais inteligentes, uns torcedores do Flamengo e por aí vai. Nas mulheres aumentei uns peitos aqui, diminuí uma bunda ali, mas aí ficou chato e resolvi automatizar isso e criei o silicone, o spinning e calça de couro. E pros homens eu aproveitei uma invenção do Diabo – o spam – e criei o “enlarge your penis”. Muito mais democrático.

Mas fiquem tranqüilos, quando eu for Deus essa merda vai melhorar! Vou acabar com esse negócio de guerra e vão voltar as pragas, os dilúvios, o fogo vindo do céu… Só quem pode matar sem motivo nessa porra sou eu! Eu tenho o monopólio da violência desenfreada. E esse que ta aí agora, populista que só ele, acabou com a minha melhor invenção: a guilhotina. Mas vai voltar, fiquem tranqüilos. Traficante, estuprador, ladrão, deputado estadual por cidade do interior, goleiro que pega pênalti contra o Fluminense, vai tudo pra forca! Nada de ficar enchendo prisão. E ainda dá pra usar os miolos como adubo e os crânios como canecas temáticas pra trem fantasma.

O bom e velho duelo ia voltar. Também voltariam coisas que inventei e privaram vocês delas, como a poligamia, as orgias, o tri campeonato do Fluminense, o vinil, o Sérgio Mallandro, enfim, voltariam os tempos de prazer e felicidade. Em tempo: quem inventou isso de sexo depois do casamento e essas palhaçadas todas foi a Igreja. Não tive nada com isso. Aliás, só fui saber que a Igreja era em minha homenagem séculos depois. E até hoje ainda acho que tão me confundindo com alguém. Mas quando eu for Deus isso acaba. Todos me venerarão sem intermediários. Talvez o Steve Jobs e a Gisele Bündchen possam intermediar. Vou pensar nisso. Ah, e também vou acabar com o baixo. Não sabe tocar nada azar, não toca. O baixo foi inventado só pro amigo que não tocava nada participar da banda dos amiguinhos. Mas vai acabar. E vou ressuscitar os Beatles, os Mamonas Assassinas e o Nelson Rodrigues. E vou botar umas pedras bem pesadas em cima do túmulo de uns e outros, só pra garantir…

Ah, antes que me mandem cartas, o Windows não foi culpa minha. Eu encarnei o Jobs e criei a Apple, aí o lá de baixo não quis ficar atrás, criou o Bill Gates e inventou o Windows. Quando eu for Deus o Windows já era. O Mac é coisa de Deus. Bebida azul e tela azul não são coisas de Deus. Ah, e antes que eu me esqueça: o exame de toque retal vai ser substituído pelo Exame de Massagem Pélvica, e será feito por enfermeiras gostosas ninfomaníacas. Deus é amor, meus filhos.

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25 coisas sobre mim, ou, preguiça pós-carnaval 27/02/09

Esse texto foi inspirado por uma recente ferramenta do Facebook, e aproveitando a minha preguiça pós-carnaval. Desde umas semanas atrás, a rede social tem convidado seus usuários a publicar mensagens, “25 coisas a meu respeito”. Então pensei que isso daria um texto rápido e que podia até ficar legal. E pra não parecer currículo, não vou fala características como “bonito”, “inteligente” ou “modesto”, nem coisas que sei fazer ou já fiz. Só coisas que valham a pena ser ditas. Vamos lá. Ah, e eu não gosto de meme, por isso não vou convidar ninguém pra fazer isso também, mas quem quiser fique a vontade e deixe o link aqui nos comentários. Vamos lá então.

1 – Sou preguiçoso só com coisas produtivas. Coisas inúteis ou divertidas não me cansam, e poderiam me ocupar por dias a fio. Ler uma coisa por obrigação ou ter que fazer uma planilha no Excell porque o colega de trabalho que faz isso está ocupado, por exemplo, são coisas que eu tento adiar até o último momento

2 – Sou teimoso mas odeio gente teimosa.

3 – Acho que sei tudo mas odeio gente que acha que sabe tudo.

4 – Odeio críticos profissionais.

5 – Odeio críticos amadores.

6 – Odeio intelectuais e pseudo-intelectuais.

7 – Adoro côco.

8 – Quase nunca marco alguma coisa no mesmo horário dos jogos do Fluminense, mas nunca falo a verdade. Sempre invento alguma coisa pra, na verdade, ficar em casa vendo o jogo ou ir ao estádio.

9 – Odeio magoar quem não merece, mas tenho especial prazer em machucar muito quem merece.

10 – Não sou mau, nem bom. Sou justo. De vez em quando não.

11 – Pouca coisa me irrita mais do que narrador de engarrafamento. Aquele sujeito que vai no banco do carona “ali, fechou o sinal”, “aí, cortando pelo acostamento. Depois causa acidente”, “cuidado, a velhinha vai atravessar” entre outras. Desce e pega um ônibus então.

12 – Apesar de não ter tido uma vida aventureira nem muito libidinosa, fiz algumas coisas que ficarão pra contar pros meus filhos e netos. Algumas eu tive que contar pra minha analista. Umas duas ou três eu tive que explicar pra polícia.

13 – Quase ninguém tem 25 coisas interessantes para falar de si mesmo.

14 – Tenho miopia desde os cinco anos.

15 – Não gosto de gatos, só de alguns.

16 – Sou humilde, mas não modesto. Toda modéstia é falsa, é deboche.

17 – Não gosto de “turista” no Maracanã eu vendo jogo comigo. Exceção às namoradas. Jogo é pra quem torce, e ponto. Não torce vai ver BBB.

18 – Ah, odeio pseudo-intelectual nerd que não tem time, acha futebol idiotice e fica fazendo discurso. Fala isso pro Nelson Rodrigues…

19 – Não fumo e não bebo.

20 – Compro mais livros do que consigo ler.

21 – Vejo meus emails no celular a cada vinte minutos.

22 – Sou preconceituoso com gente burra, flamenguistas, evangélicos e atores de teatro infantil.

23 – Creio na ascensão da indústria pornô com filmes com roteiros legais, os “Cult-porn”.

24 – Descobri faz dois minutos o que é Hexacosioihexecontahexafobia. Pra que você não tenham que ir ao Google, digo logo: é medo do número 666.

25 – Acabei de perceber que não tinha 25 coisas interessantes sobre mim. Vou ligar pra minha analista. Abraços.

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Mea culpa e Direito de Resposta 25/02/09

Bom, qual não foi a minha surpresa ao voltar do carnaval, depois de quase uma semana semi-offline, e ver um comentário no mínimo inusitado no texto aí  debaixo. Pra quem ainda não leu, era um comentário do Ricardo Noblat, O Noblat, do Blog do Noblat, d´O Globo etc etc etc. Pra quem leu o meu texto anterior, eu citei o blogue dele pela cobertura do caso da brasileira que teria sido atacad por neonaziastas na Suíça. Bom, eu ia mandar um email pra ele, mas vou publicar o comentário dele aqui embaixo e comento depois. Desculpas públicas valem mais.

Não escrevi a primeira notícia sobre Paula Oliveira com base em uma mensagem do pai dela que recebi por celular. Recebi a mensagem. Entrevistei-o longamente por telefone. Falei com Paula. Entrevistei a cônsul-geral do Brasil em Zurique. Entrevistei a madrasta e a irmã de Paula no Recife – e uma amiga que morou com ela durante cinco anos. Pedi fotos da Paula grávida – recebi. E fotos dela depois da suposta agressão – o companheiro dela suíço me mandou. Só não ouvi o outro lado (polícia e médicos) porque eles se recusavam a falar. Jornalismo, em muitos casos, é informação em movimento. Naquele momento a história era aquela. Jornalista não tem poder de polícia. O barulho promovido pela mídia brasileira fez o governo suíço se apressar e contar parte do que diz ter descoberto. Noblat

Antes de mais nada, me desculpe pelas informações erradas a respeito do seu post sobre o caso. Fui genérico e infiel à verdade, como você mesmo disse aí em cima. Em momento nenhum eu disse que você, ou qualquer outro jornalista, deveria ter poder de polícia e interrogar ou investigar coisas que são, de ofício, responsabilidade do poder policial. O que aconteceu com você poderia ter acontecido com qualquer um, inclusive com o Fantástico, a Veja ou O Globo. Nesse caso, lhe citei como um exemplo não negatico, de um erro, mas sim como exemplo de como um blog pode ter um conteúdo sério, respeitado e digno de confiança, a ponto de virar fonte para a “imprensa formal”, como foi o caso do seu blogue.

Me desculpe se soei grosseiro ou indelicado, não foi minha intenção.  Tanto que disse que, “sendo o Noblat O Noblat”, o furo ganharia a mídia. Foi um elogio à sua credibilidade e idoneidade, até que me provem o contrário. Mais uma vez peço desculpas por qualquer indelicadeza que tenha sido cometida no texto anterior. Inclusive, sou seu leitor e acho seu trabalho importantíssimo para que a internet deixe de ser vista como a prima pobre, feia e de aparelho da imprensa. Abraços. Léo.

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Mais lenga lenga sobre posts pagos, ou, como conseguir ser odiado pelas agências e pelos blogueiros 20/02/09

Como nem todos os meus milhares de leitores são blogueiros-fuxiqueiros-que-passam-o-dia-no-twitter, não devem estar sabendo do que vou falar mais à frente, mas explico. O caso da brasileira que disse ter sido atacada por neo-nazistas na Suíça começou, pasmem, com o e-mail recebido por um jornalista que também é blogueiro, o Noblat. Ele mesmo admite isso no seu blogue. Bom, sendo o Noblat o Noblat, o “furo de reportagem” ganhou a mídia, saiu da blogosfera e apareceu antes da novela das oito da Globo. Aí o Lula, o embaixador, até a Luciana Gimenez meteram o bedelho no assunto. Repito: tudo isso SEM comprovação, se baseando, lááá atrás, no e-mail que o Noblat recebeu. E agora todo mundo já sabe o que deu, e o Noblat já até pediu desculpas. O Mestre Yoda do marketing de guerrilha, Mr. Manson, falou disso no blogue dele de maneira genial. Também vou meter meu bedelho, sem repetir o que ele falou lá.

Bom, todo mundo sabe que eu não sou contra post pago. É como uma ação de merchandising ou usar uma celebridade em um comercial. Às vezes dá certo, às vezes não. Alguns posts pagos ficam parecendo o Faustão falando dos lançamentos de livros ou do Magazine Luiza: dinheiro jogado fora, no caso dos blogues. Mas outros são como você pagar o Ronaldinho Gaúcho ou o Kaká pra usarem a sua marca de chuteira. E essa última funciona. Um post pago que não fuja da linha do blog, e seja realmente interessante funciona. Mas um post pago que fica parecendo a Adriane Galisteu falando sobre Shakes pra emagrecer, esse post está fadado ao insucesso e ao escárnio de blogueiros malvados comedores de cérebros de pequenos blogueiros, como o próprio Mr. Manson ou o Cardoso. E se você não é blogueiro, acredite em mim, a última coisa a sua marca precisa é virar piada na boca (blogue) de um desses dois, só pra citar dois. Sinceramente, eu não ia querer que isso acontecesse com meu cliente.

Mas infelizmente, muita agência “de internet” prefere a Adriane Galisteu falando do Magrins do que o Kaká usando a chuteira deles. Aí anunciam cerveja em blog literário e por aí vai. Isso sem falar no conteúdo. Quando a ação é pauta, ou seja, interessante ao ponto de ser noticiada, os blogs provavelmente vão dar (no bom sentido, claro) de graça. Porque notícia é notícia, e merece ser, adivinha?, noticiada! Porque se o conteúdo for bacana, as pessoas vão replicar o blog dele, e ao invés dele ganhar uns sacos de biscoito ou alguns vidros de bronzeador, ele ganha respeito e credibilidade. E pra um blog, o dinheiro só vem a partir da credibilidade. Salvo raras exceções.

Mas prum garoto de vinte e poucos anos, ser “reconhecido” por uma agência como “veículo” e ganhar duzentas pratas pra anunciar marca de cimento no blog de humor dele é o máximo. E as agências sabem disso. Mas quando for pra falar sério, notícia de verdade, quem você escolheria? Um blogue que anuncia até passeata dos Sem-Terra por uns trocados, ou um blogue que até faz posts pagos, mas que só publica conteúdo REALMENTE RELEVANTE? Em qual dos dois você acha que a “imprensa tradicional” vai buscar pauta? Qual dos dois é mais relevante? Precisa nem responder. Conteúdo bom e audiência qualificada valem muito mais do que bilhões de leitores por dia, modéstia à parte.

Mas, vento que venta lá venta cá, as agências também têm sua parcela, nada pequena, de culpa. A maioria não se preocupa em fazer uma ação realmente bacana, interessante, que valha a pena ser replicada e publicada como notícia. Exatamente por saber que muito blog por aí publica qualquer coisa mediante cestinha de brindes ou uns trocados, elas fazem qualquer coisa e os blogs “dão” a notícia. E como elas pagam, eles dão mesmo, e temos aí um círculo vicioso perfeito. Aí vem um dos dois lá de cima, fala mal da ação e as bonecas ficam todas putinhas dando chiliquinho.

Um blogue que quer ser veículo deve se dar ao respeito, e publicar notícias ou fatos relevantes e que tenham a ver com a linha editorial do seu blogue. Porque no fundo, a gente não lê blogue pra ver promoção. A gente quer ver notícia, humor, textos, o que for. Mas não propaganda. Quem quer ver propaganda entra em blogue de propaganda. Quem entra em blogue de humor quer ver humor, quem entra em blogue de contos quer ver contos, quem entra no Kibe Loco ta querendo um apanhado geral sobre o que os outros blogues estão falando sem citar a fonte. Enfim, ninguém ta na internet pra ver propaganda, assim como ninguém vê TV pra ver propaganda. E no fim, você quer que seu blogue seja visto como um MultiShow, um GloboNews ou um Canal da Polishop? Você quer que a sua marca seja o Ronaldinho usando chuteira da Adidas, Nike, sei lá, ou o Raul Gil falando dos benefícios do moderníssimo notebook Positivo? A escolha é sua, camarada.

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Um hamburguer que vale por dez amigos. Bom, eu dava uns trinta… 18/02/09

Há um tempo o Burger King fez uma promoção que eu achei genial, mas que foi execrada pelos nerds carentes do mundo. A empresa oferecia um Whopper – só pra comparar, o Whopper é o Big Mac do Burger King, só que BEM maior – pra quem excluísse dez amigos da sua lista do FaceBook. Até aí, nada demais. Mas a graça da promoção era que o excluído recebia um e-mail, dizendo que Fulano de Tal o havia trocado por um Whopper, e o convidada para que fizesse o mesmo com dez amigos. Foi uma frescurada de gente choramingando pelos cantos e blábláblá. Até que o Burger King decidiu tirar a promoção do ar. Mas não sem alfinetar os chorões. Na página da promoção, há uma mensagem onde se Lê, com tradução minha, que “A promoção Whopper Sacrifice foi sacfiricada. Mas no fim, seu amor pelo Whopper provou ser mais forte do que 233.906 amizades”.
Mas no fundo, o que essa promoção prova? Que qualquer pessoa – qualquer MESMO – tem mais de dez “amigos” no Orkut/ MSN/ Facebook/My Space etc, que não fariam a mínima falta. Na verdade, eu só devo ter alguns que valem mais que um Whopper. Mas o que mais motiva as pessoas a não tirar esses quase amigo das listas não é nenhum outro senão o medo de elas se sentirem ofendidas. Quando da promoção, Steven Schiff, editor do Vault.com, participou da promoção e fez o seguinte post em seu site, justificando a “desamigação”: “Sejamos sinceros, amigo questionável do FaceBook. Tenho mantido você aqui todo esse tempo porque me sentiria mal caso você descobrisse que havia sido cortado. Mas é que, bem, até agora, ninguém havia me oferecido um Whopper em troca dos seus sentimentos”. G-E-N-I-A-L.
Eu, pessoalmente, não tenho a menor paciência com gente que usa o Orkut como vitrine de carente, e conta a vida toda lá. Gente que não entende que o “what ar you doing now”, do Twitter, é uma pergunta retórica, ninguém quer saber o que você está fazendo! Coisas como “tomando café” ou “triste” são motivos pra eu parar de seguir na hora. Até porque, se fosse pra saber o que está fazendo de verdade, todo mundo deveria botar “postando no twitter”… É o tipo de gente que não entende que “como vai?” não é uma pergunta, e sim um cumprimento. Vale a pena ter esse tipo de gente no Orkut, FaceBook ou Twitter? Não.
Antes de existir isso tudo você era capaz de me dizer quatrocentos, quinhentos amigos que você tinha? Nem se você fosse atendente de tele-sexo você ia ter tantos amigos. Enquanto escrevia esse texto, excluí nada menos que cinqüenta e cinco pessoas do meu Orkut. Se você foi um deles, pensa pelo lado bom: eu fiz isso por opção, e não em troca de um hamburguer…

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Desglobalização 15/02/09

Tava na cara que não ia dar certo. Desde o começo eu torço o nariz pra isso. não era um nomezinho e meia dúzia e reuniões e Fóruns que iam unir um mundo que tenta se destruir há dezenas de milhares de anos. A Europa sempre se achou a única parte civilizada do mundo, e não ia ser com uma palavrinha criada pra se ter assunto nas revistas semanais que isso ia mudar. Desde que se começou a falar em globalização, essa palavrinha que nunca quis dizer nada de concreto, veio esse papo de aldeia global e blábláblá sociológico de conversa de botequim. Alguém achava mesmo que os Europeus iam achar legal os imigrantes “roubando” os empregos deles, tanto os de baixa quanto os de alta qualificação? Algum imbecil tinha a ilusão de que os EUA iam afrouxar a lei de imigração e aceitar de braços abertos os latinos e os asiáticos? Algum cretino em algum momento máximo de imbecilidade achou que povos que tentam se matar a milênios iam agora se dar as mãos, brincar de roda e ficar amiguinhos? Alguém se iludiu que eleger um preto, filho de africano que cresceu na Indonésia como presidente lá de cima ia mudar alguma coisa? Essa crise financeira serviu pra acabar de vez com esse papinho de globalização. Fronteiras fechadas, protecionismo e o auge da cretinice – o patriotismo – voltaram à moda e se esqueceu a palavrinha mágica do parágrafo anterior. Vão sobretaxar as importações, arrochar a entrada de imigrantes e fomentar esse câncer dos imbecis que é o nacionalismo. Sabem o pacote de estímulo à economia que a América lá de cima liberou? Então, tem uma cláusula chamada “buy american”, que só disponibiliza o benefício se as empresas se comprometerem a só comprar produtos americanos, e VETA, repito, VETA, a compra de aço e ferro estrangeiro pras obras americanas. Bacanão, né?! Enquanto isso, no mundo civilizado do Velho Continente, uma lei italiana obriga médicos a delatar imigrantes ilegais que forem atendidos por eles, skinheads espancam imigrantes pelas ruas e na França, o governo vai recompensar com vistos os estrangeiros que denunciarem redes ou grupos de imigrantes. Isso sem falar no povo do Oriente Médio. Eles pelo menos são constantes: a globalização nem abalou a matança deles. Eles não tão nem aí. Se matam sem preconceitos de cor, nacionalidade ou conta bancária. E aliado a isso ainda tem os idiotas idealistas, que acham que o Getúlio não foi um ditador, que Che não foi um assassino e que Fidel e o Chavez se preocupam realmente com o povo. Aí fazem Fórum, reunião e o escambau, achando que isso vai mudar alguma coisa. Vai nada. Ainda mais agora que eles acharam a desculpa ideal pra voltar à desglobalização. Enquanto tiver babaca pra sair daqui e ir lavar chão na Europa ou cortar grama nos EUA isso vai acontecer. Enquanto tiver idiota sonhando em morar fora só pra ter carimbinho no passaporte, isso vai acontecer. Sou totalmente contra o patriotismo, sempre fui e sempre vou ser, mas daí a ir lavar pratos ou ser babá em outro país já são outros quinhentos. O Brasil é uma merda, mas lá fora também é. A diferença é que eles não deixam a merda entrar, enquanto nós vivemos engolindo a merda deles e achando que a merda deles é mais cheirosa. Se o Brasil fosse protecionista como eles são e não deixasse qualquer estrangeiro de bosta fazer o que quiser aqui dentro, eles iam se incomodar. Não é patriotismo. Patriotismo é uma idiotice. É só um pensamento antigo de que se eu tenho dez, você tem mil e a gente junta, você levou vantagem. Então porque achar que quem tem mais vai querer juntar alguma coisa? É aquela velha estória: filho, peido e crise financeira, cada um só agüenta o seu…

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