Há exato um ano eu estava trocando de emprego. Pra ser mais preciso, era meu primeiro dia em um novo emprego. Estava também exultante pelo fato de o Fluminense ter contratado Fred e mantido o Conca. Eu também estava ansioso com a estréia da máquina tricolor no campeonato carioca. Eu ainda não tinha terminado a faculdade, e adivinha?, ainda não terminei.
O Fred continua no Flu, e o Conca também. Minha expectativa pelo início do campeonato é a mesma. Também saí de um emprego tem pouco tempo e a faculdade continua lá. Quase nada mudou, a não ser alguns cabelos brancos a mais e mais um instrumento musical abandonado e outro tomando seu lugar.
Ah, mais algumas coisas mudaram. Hoje em dia eu não dirijo mais em paz. Tem sempre uma co-piloto do meu lado me dizendo o que fazer, pra onde virar e onde estão os pedestres que, perigosamente, insistem e fazer cara de quem vai atravessar a rua correndo a qualquer momento, obrigando minha co-piloto a falar, a cada dois minutos “olha a moça na calçada”. Mudou também que antes eu usava, impune e alegremente, bermuda ou calça xadrez com camisa listrada, deixava a barba crescer até o umbigo e xingava todos os motoristas de ônibus, táxis e similares.
Mas por que isso mudou? Entrei pra IURD? Virei Senador? Estilista. Não. Hoje faço exatos 365 dias de namoro com a co-piloto do parágrafo aí de cima. Apesar de co-piloto, personal stylist e chorona profissional, ela fez meu ano não ser um dos piores. Uma namorada dedicada, amorosa, carinhosa, atenciosa e companheira. Com essa mistura, salvou meu ano de 2009 e espero que salve muitos outros mais. Graças a ela eu não uso mais xadrez com listrado e faço a barba pelo menos a cada duas semanas, o que já é um grande avanço. E graças a ela, hoje, eu me sinto o namorado mais amado e mais importante do mundo. Obrigado por fazer eu me sentir muito mais importante do que eu sei que sou e por fingir que não tenho os defeitos que eu sei que tenho. Te amo.
p.s.: Eu te amo, mas a parte do co-piloto eu dispenso.














