
Como eu sei que meu público de mais de oitenta mil leitores diários é composto por gente normal, que trabalha e não tem tempo pra ficar no tuiter, antes de começar o texto, farei uma breve explanação. Tá ouvindo, porra?! Depois vai dizer que não entendeu! Seguinte. O Twitter (aka tuiter) é, podem dar chilique a vontade, um microblogue. É uma página onde várias pessoas falam, algumas escutam e ninguém se entende. Pra ler o que uma pessoa escreve, você vai lá e “segue” ela, e a partir daí, o que ela escreve aparece na SUA página inicial, também chamada de timeline. E assim vai, seguimos alguns, outros nos seguem, quando queremos parecer importantes começamos a “desseguir” pessoas pra ter mais seguidores do que seguidos, enfim, the human nature as itself.
Mas então, agora que você já sabe tanto sobre tuiter quanto qualquer blogueiro com visitas na casa dos cinco dígitos diários, vamos ao que interessa. Como deu pra perceber, o tuiter virou uma zona. Se você segue 400 pessoas, tem gente ali que fala muito, e tem gente que fala pouco. E se você queria achar uma pessoa, tinha que ir na lista de seguidores e ver um a um. Eis que o tuiter, para agradar os web-carentes, resolveu criar as “listas”.
Bom, macacada, o que são as listas? As listas servem para você classificar seus seguidores, e criar (tcharam!) listas! É, isso mesmo, que nem seu msn. “Amigos”, “família”, “trabalho” etc. Só que, temos aqui um pequeno pobrema, como diria nosso presidente. No período mezozóico, quando começamos a usar Orkut e msn, classificar as pessoas era bem simples. Amigos, família, trabalho, amigos da namorada etc. Simples assim. Mas com o tuiter é diferente. A maioria dos seguidores de QUALQUER PESSOA, é composta por gente que não conhecemos pessoalmente. Família? não, por enquanto as mães, pais e avós estão se divertindo nos enviando correntes pelo Orkut e nos enchendo de emoticons no msn. Eles ainda não conhecem o tuiter. E aí? Como se diz em tuites, #comofas?
É aí que entra a sensacional e inspiradora frase que acabei de ouvir no msn da capixaba Dani Mart (www.twitter.com/danimart), que, sabiamente acabou de me dizer que “esses lists servirão para definir como as pessoas vêem as outras…”. PUM! Na mosca! É isso aí! Na nossa lista de, suponhamos, 500 pessoas, vamos fazer umas continhas. Vamos botar 50 em “amigos”. 20 em “trabalho”. 100 em “referências”. E 100 em “notícias”. Sobraram aí 230 pessoas sem classificação. E é aí que entra a frase da querida Dani: as classificaremos da maneira como as vemos. “Engraçados”, “queridos”, “gatas”, “interessantes” etc. Mas será que as pessoas nos vêem como NÓS nos vemos? Será que elas também nos acham inteligentes? Será que nos acham engraçados? Bom, na minha opinião, as listas vão gerar um bocado de egos feridos e de gente se descobrindo “legal” em vez de muito engraçado, ou “gostosa” ao invés de inteligente e politizada. E você? Tá em quantas listas? Em quais? Postem aí embaixo as listas que vocês estão e digam se é assim que vocês se vêem. Vou listar abaixo as listas que eu to, pra vocês perderem a vergonha.
- “Em breve no Zorra Total” (espero que isso seja um futuro convite…)
- “Funny” – são seus olhos…
- “Gente boa” – Novidade…
- “Jaz bebeu comigo” – Eu não bebo, mas tá valendo a intenção, rs.
- “Família” – Essa foi foda, porque é da família do meu afilhado. Essa eu quase chorei, foda!
- “Os interessantes” – Ainda bem que é homem, se fosse mulher minha namorada me quebrava os córnos”
- “Pessoas com conteúdo” – Gente, assim eu fico metido…
- “Feras na Internet” – Tá, né.. Só se for fera neném, Se eu for presidente você vai se dar bem.
- “Mais visitados” – Ahã, imagino os menos visitados…
E mais duas da Papo de Homem, a revista online que eu escrevo. Gostei de todas, ninguém me acha nada que eu não sabia que fosse. Nem modesto. Inté.














