Carta de amor generator! Faça você mesmo!

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Posted by Léo Luz on 25 Jul 10 - 8 Comments

Amigos,


Hoje ouvi de um leitor que ele usara, há algum tempo, uma carta de amor minha para reconquistar uma mulher. Por isso, resolvi falar a verdade. Vou desmascarar esses escritores de araque, que ficam por aí comendo menininhas ingênuas com suas cartas de amor! Neste post vou provar que qualquer um, mesmo você, amigo blogueiro, é capaz de escrever uma carta de amor. E que não precisa talento. Querer tirar a prova? Leiam e usem com a sua namorada/esposa/namorado. Veja como vai funcionar. Vamos lá

 

 

"Fulana (insira aqui o nome da pequena),

 

 Nesta carta eu não vou dizer que te amo (Começo inesperado, pra baixar a expectativa e depois fazê-la subir na próxima frase). Vou falar de porque eu quero ficar com você. Porque se eu só estivesse com você porque te amo, eu não teria outra opção. Mas eu estou com você porque, além de te amar, eu tenho diversos motivos. (Distorça uma verdade já conhecida, como ficar com alguém porque ama a pessoa, neste caso, e a faça parecer muito menor do que a sua realidade) (IMPORTANTE: aqui ela vai ficar com os olhos cheios d´água, mas ainda não vai chorar, senão estraga o resto da carta).

 

E você sabe que eu tenho diversos motivos para não ficar com você. (derrube de novo a expectativa, para valorizar o que você vai dizer a seguir). Seu pai, a distância, seus amigos, a idade, você ser fã do Danilo Gentilli. (escolha a que melhor se encaixar na sua situação, e, na próxima frase, exagere AO EXTREMO a característica escolhida, para frisar). Mas nada, NADA, me faria desistir de você. Nada. - Nem que você fosse filha da Dilma, nem que você tivesse amigos blogueiros, nem que você tivesse sete anos e eu quarenta, nem que você presidente do fã-clube do Danilo Gentilli. (escolha uma) (o ideal aqui é fazê-la sorrir, para baixar a guarda para o próximo parágrafo)

Desde a primeira vez que – nos vimos, que nos beijamos, que nos olhamos, que conversamos, que fomos amarrados juntos no banheiro pelos assaltantes (escolha uma) -, só consigo pensar em – te beijar, te comer, te lamber, casar com você, te pedir pra trazer uma meio calabresa meio mussarela e um maço de Derby (escolha uma).  Quando saí de casa para – ir àquela festa, ir àquele bar, ir àquela igreja, ir àquela suruba, ir àquela sala de chat 18+, ir à clínica de doenças venéreas (escolha uma) - , jamais poderia imaginar que encontraria – a mulher da minha vida, a mulher mais linda do mundo, a mulher mais inteligente do mundo, uma menina interessante como você, a boca mais receptiva e as ancas mais convidativas que já vi na minha vida (escolha uma de acordo com o grau de intimidade/seriedade/putaria do relacionamento de vocês). Aquela decisão mudou a minha vida. Durante a semana seguinte, toda vez que ouvia – Wonderfull Tonight, Something, Morango do Nordeste, Meteoro da Paixão, Dança do Créu, uma sirene da polícia (escolha uma) – eu pensava em você.

Sempre deixei claro que ainda sentia alguma coisa – pela Cláudia, pela Regina, pela Samantha, pela Xuxa, pelo Giovanne (escolha uma). Mas em pouco tempo. Admito que fiquei em dúvida (Esta frase vai baixar novamente a expectativa e fazê-a se sentir insegura, para mais uma frase-feita de efeito (ficou bacana isso!) (Aqui ela vai achar que você chegou a pensar em desistir, e vai ficar com a guarda mais aberta que perna de porstituta em dia de pagamento de funcionário público). Fiquei em dúvida se te pedia em casamento naquele mesmo dia ou se ia até a sua casa àquela hora da noite falar que te amava. (Aqui ela vai quase chorar). Naquele momento percebi que tudo o que eu havia vivido até ali havia sido em vão. Eu começava a viver naquele momento. Toda a minha vida só teve a utilidade de, naquele dia, nos botar frente à frente.

E a partir daí, te amo cada dia mais que o anterior, e desejo estar com você cada minuto do meu dia. Cada um deles. Mas como já disse, não quero ficar com você somente porque te amo. Quero ficar com você porque – você me faz rir, você cuida de mim, você curte sexo anal, você curte ménage, você gosta de Wando, você faz eu me sentir o sujeito mais amado do mundo, você me apóia em tudo, você participa da minha vida, você entende que o Jéferson foi só uma vontade passageira, você largou sua vida “fácil” pra trás, você já me contou a verdade sobre aquele vídeo amador seu que eu achei no Redtube (escolha duas engraçadas e duas sérias). E também por um motivo muito simples: você me ama como se eu merecesse. Como se eu fosse tudo o que você pensa que eu sou. E por isso, prometo daqui para a frente fazer de tudo para ser, de verdade, tudo o que você sempre sonhou. Porque com você eu sou isso tudo, mas sem você eu não sou nada. (aqui ela vai chorar. mas garanta o choro na frase seguinte, que vai despertar o instinto materno e protetor dela). Eu te amo. Não me deixa.

 

p.s.: Desculpa se eu tiver exagerado em alguma coisa ou escrito algo errado. Falei praquele ghostwriter cretino não beber Whisky enquanto escrevia. (Touché. Aqui ela vai rir ainda chorando, e pensar “como eu amo esse cara”. E aí, amigo, é partir pro abraço.)"

 

P.s. de verdade: Este post foi idéia da @Deeercy.

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Dia do amigo atrasado, ou, Dia do Irmão

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Posted by Léo Luz on 23 Jul 10 - 4 Comments

    Eu não sou um sujeito de muitos amigos. Tenho pouco – e bons – amigos. Amigos que, esteja eu onde estiver, ganhando o quanto for, fazendo o que quer que seja, serão sempre meus amigos. Amigos que eu jamais deixaria pra trás, e amigos a quem eu devo muito, e nunca vou esquecer isso. Alguns são o Léo Lanna (@microcontoscos), o Rodrigo (que é normal e não tem tuiter), o Lufe (@lfnoronha), o João Ramalho (@J0A0RAMALH0), a Tayane (@taylarina), a Mariana (@marythoughts), a Raquel (@Loiriz) e mais uns cinco que eu esqueci de citar, mas me conhecem e vão me perdoar.

    Mas apesar de ser um post do Dia da Amigo, quero falar sobre um irmão. Não o irmão que meus pais me deram, mas o que eu escolhi: o Pablo. O Pablo é meu amigo desde uns 10, 11 anos. Dos 10 aos 15, nos víamos todos os dias, sem exceção. A partir daí, ele mudou de escola e nos vemos esporadicamente. Nunca pensei que aquela máxima que diz que não precisamos ver os amigos todos os dias pra serem amigos fosse verdade. É verdade. E uma nota importante: o Pablo me deu o maior presente que eu já ganhei na vida: o Pedro, filho dele, meu afilhado.


    Eu e o Pablo somos, fazendo comparações Lulísticas, A tartaruga (ele) e a Lebre (eu, claro). Não concordamos em nada, a não ser no gosto musical. Um ferrenho defensor dos direitos humanos e das boas maneiras (ele) e um praticante de artes marciais há 15 anos, que sonha em ver o dia em que todos os problemas da humanidade possam ser resolvidos em cima de um ringue, dois rounds de cinco minutos. Um de fala mansa, outro quase gago de tão rápido que fala.


    E ele é meu irmão. Me agüenta na casa dele comendo tudo que tem na geladeira. Me confia o próprio filho, mesmo me conhecendo a fundo. Me ajuda quando eu preciso e não mede esforços pra isso. Me aceita na família dele e faz eu me sentir parte da família dele. O filho dele é meio meu filho. A mãe dele é meio minha mãe. O pai dele era meio meu pai. A mulher dele… Bom, deixa isso pra lá. Ele me apóia em tudo, até no que não deveria apoiar. Nós temos dois sonhos em comum: tocar juntos em uma banda, e trabalharmos juntos. Eu to aprendendo bateria e em breve o primeiro sonho vai ser verdade. E o segundo, não vai demorar muito também.


    Então é isso, irmão. É bom um cara que só briga e reclama como eu falar bem de alguém de quando em vez. E de você, camarada, eu não tenho nem nunca tive uma frase para falar mal. Ao contrário de você comigo, que teve motivo e não falou. Obrigado por tudo, irmão. Beijo no Pedrinho.

 

 

p.s.: You and I have memories longer than the road that stretches out ahead.

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Bom, como vocês já sabem eu tenho Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade. Num grau avançadíssimo, que pode me causar demência (de verdade) antes dos cinqüenta anos. É como se eu fosse uma mistura de Papa Léguas com o Rain Man. Isso sem falar que eu tenho essa porra há tanto tempo que meu caráter foi moldado por isso, então eu sou impulsivo, reclamão, ranzinza, insistente, desatento, agressivo, intolerante e etc. Vocês estão pensando que deve ser difícil ser assim? É difícil pra cacete. Mas imaginem namorar alguém assim…


Já escrevi isso em outra oportunidade, mas era outro contexto. Hoje em dia, além disso tudo eu tenho também as aporrinhações da vida adulta: família, emprego, mercado de trabalho escroto, contas, dívidas etc. Eu estava tentando evitar falar da minha vida pessoal aqui, mas abri uma exceção. Faz tempo que a minha namorada não ganha uma carta de amor, então aqui vai:


Eu penso da mesma forma que Grouxo Marx, que disse que jamais entraria pra um clube que o aceitasse como sócio. Eu jamais namoraria alguém que namorasse comigo. Porque diabos eu namoraria alguém que aceitaria um cara turrão, ciumento, machista, agressivo, impulsivo, chato, ranzinza, que vai demorar uns cinco anos pra decorar a data de aniversário deles e uns seis pra decorar o aniversário dela? Essa pessoa não pode estar em pleno gozo de suas faculdades mentais, como dizem os juristas.


Eu amo a minha namorada, naturalmente, mas junto com esse amor tem um profundo e imenso sentimento de gratidão. Não gratidão boba, idiota, de ela ter pena de mim. Isso ela não tem. Mas gratidão por tentar tanto fazer dar certo esse relacionamento com alguém como eu. E por entender cada grito meu, cada ameaça de terminar, cada término, cada crise de ciúme. Gratidão por não ter desistido e ido procurar um garotão de vinte anos sem preocupações nem problemas (até onde eu sei). Gratidão por me amar incondicionalmente, dez minutos depois de uma briga, um dia depois de eu ter dito que não a procuraria nunca mais.


É uma pessoa assim, que me trata bem como se eu merecesse, que me faz ter vontade de mudar, de melhorar. Porque ela merece ter alguém bacana do lado dela, alguém que a trate bem e não a faça se sentir apenas uma enfermeirinha (hhmmm) de um maluco. Ela merece alguém que a trate como a namorada sensacional, carinhosa e atenciosa que ela é.  É muito difícil admitir que precisamos de alguém, mas ela faz isso uma tarefa muito fácil. Ela me ajuda, me ama e cuida de mim como se eu tivesse feito algo pra merecer isso. E eu não fiz, pelo contrário. Mas eu tenho procurado melhorar, por ela e por mim. E essa carta, Princesa, é porque eu quero que isso fique registrado, pra eu não esquecer nunca como você me fez feliz, me ajudou e me amou incondicionalmente que eu ainda não era sombra do namorado perfeito que eu estou tentando ser. Eu te amo e quero ficar com você pro resto da minha vida, mas não quero ser um peso pra você. Quero ser o cara que você merece, e todo dia eu vou vir aqui ler isso, pra que eu nunca me esqueça. Até porque, eu esquecer alguma coisa não é uma coisa muito rara…

p.s.: Quanto ao garotão de vinte anos, se você me trocar por um vai passr uns anos ouvindo Restar, Fresno e Vendo Crepúsculo. Acho que qualquer TDAH é melhor que isso.


p.p.s.: Quanto à enfermeirinha, entendeu o recado? Ham? Ham?

 

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