Mais que uma estória de amor – Capítulo Zero

Archived in the category: Uncategorized
Posted by Léo Luz on 09 Mar 10 - 4 Comments
Este é o primeiro capítulo do meu próximo livro. Espero que gostem.
 
 


    "Julia, vamos ao cinema hoje?". Essa frase simples, banal, que é dita milhões de vezes todos os dias, foi o recomeço de tudo. Pedro havia ganho dois convites para uma pré-estréia e havia chamado outra pessoa, que havia recusado o convite pois nosso herói estava apaixonado por ela e ela tinha namorado e não queria confusão. Mas essa recusa, que em princípio deixou Pedro bem abalado, veio a se tornar um divisor de águas, como os amigos poderão ler já, já. E se deu que sem a companhia de sua mais nova paixão ele resolveu chamar uma amiga que ele tem certeza que gostaria do filme: Julia. O convite foi feito sem absolutamente nenhuma segunda intenção. Julia havia perdido o noivo, com quem se casaria em alguns meses, em um acidente aéreo e Pedro não seria capaz de nada a não ser fazer o que eles sempre fizeram um pelo outro: be there. E o convite foi feito e prontamente atendido.


    Se encontraram perto do cinema e, enquanto caminhavam, a própria Julia fez uma observação deveras importante para o andamento da nossa história. Enquanto andavam, ela falou um pouco sobre o noivo e, quando viu que ela iria chorar, Pedro segurou sua mão e deu um abraço nela. Normal, até aí nada demais. Porém, eles continuaram andando de mãos dadas, até que ela olhou paras as mãos e disse rindo:

    – Olha! É a primeira vez que nós andamos de mãos dadas! Nosso primeiro encontro de verdade em público.

    Neste momento eu devo exercer minha autoridade de narrador onipresente e explicar. Fazia onze anos desde a primeira vez em que Pedro e Júlia ficaram. Onze anos. Neste período, não houve um dia, um segundo sequer, que eles tenham se encontrado estando ambos descompromissados com outras pessoas. Foram onze anos. Onze anos, três mil, setecentas e oitenta e duas horas juntos, setecentos e doze beijos e sete namorados – ou namoradas – pra cada lado desde o primeiro beijo. E desde lá, nunca haviam andado de mãos dadas. Eu não disse quase nunca. Eu disse nunca. Sempre se encontravam quando um ou outro estava namorando ou enrolado, desde a primeira vez. E antes que me perguntem, estes dados são meus, logicamente que nenhum dos dois sabem estes números. E como eu sei? Eu sou O Narrador Onipresente. Eu sei de tudo, ora bolas.


    Bom, terminado o flashback romântico, voltemos aos dias de hoje. E de mão dadas eles entraram no cinema. Enquanto faziam hora para entrar na sala, entraram em uma livraria e lá passaram nada menos que quarenta minutos simplesmente andando e conversando. Neste meio tempo, a cabeça do nosso herói começou a ventilar idéias que não deveriam estar por lá. E nestas idéias, ele começava a ver Julia como mais que uma melhor amiga. Ele começou a vê-la como a quase namorada de onze anos atrás, que agora poderia, finalmente, sê-lo. E enquanto andavam, e andavam, e andavam, Julia agia com a inocência com a qual sempre agia com ele: falando pertinho, abraçando etc. Como alguém que fala com alguém de muita confiança, sem medo de nada.

    Avessa à essa confusão pela qual passava a pobre mente de Pedro, Julia vagava e vagava pela livraria, como uma orgulhosa fada caminha por entre suas flores preferidas. De repente, como se saísse de um transe, ela fala como se tivesse lembrado que esqueceu o ferro ligado em cima da cama:

    – Ei, eu não tenho seu livro! Nem o autógrafo! Eu li e reli aquilo mil vezes, revisei e nem tenho um!
    – Não tem?? Como assim? Vou te dar um, tá na mala do carro.
    – Acho bom, não volto pra casa sem o livro e sem o autógrafo do autor com uma dedicatória  daquelas pra quando você morrer eu usar ela como prefácio do meu livo!
    – Só o autógrafo? Não quer levar o autor pra casa também não? Até porque, eu vou passar uma vergonha tremenda se eu tentar te beijar e você recusar. Não estamos mais no meu quarto.

    E depois deste arroubo improvável de perspicácia e coragem, nosso herói, com as pernas mais bambas que castelo de cartas perto do ventilador, beijou Julia. E ali, na frente da seção de Psicologia Canina, bem escondidinho, Julia virou o rosto e recusou o beijo.

    – Desculpa pela vergonha… – Julia disse isso e saiu um pouco de perto. Pedro fcou triste mas entendeu, em virtude do que havia acontecido antes. Saíram da livraria e foram para a fila. Em alguns minutos a constrangedora situação já havia sido esquecida, e a conversa seguia animada. Entraram na sala e se sentaram bem na frente. O file era ótimo e tinhas várias passagens que causaram trocas de olhares entre os dois. Mas, já desesperançoso, Pedro sequer tentou algo. Com muito receio ele passou o braço por cima da poltrona, e, inesperadamente, Julia puxou sua mão e se aninhou no seu ombro. Aquela mulher de um metro e setenta e cinco de altura estava agora com as pernas dobradas de lado, com o braço de Pedro ao redor do seu pescoço, aninhada no seu ombro, com uma mão entre as pernas e a outra fazend carinho na mão de Pedro que caia sobre seu colo. E assim eles viram, na tela, beijos abraços, cenas de sexo e brigas. E Julia lá, aninhada, como uma menininha que vê um filme nos braços do pai, protegida do mundo.


    O filme acabou e eles decidiram ir andando até o carro, que havia ficado uns cinco quarteirões à frente. Ao sair do cinema, Pedro pegou a mão de Julia, e disse: "Agora a gente pode!", e Julia riu e deu a mão a ele. E eles andaram bons três quarteirões assim: de mãos dadas, balançando as mãos como dois adolescentes, conversando, rindo… Falando banalidades, sem preocupação sem parecerem inteligentes ou cultos. Aquela caminhada seria uma cena perfeita de um filme romântico, com os dois andando entre mendigos, pedintes, bêbados, passantes, estudantes e toda a sorte de gente que vaga pelas ruas nas madrugadas. Tudo alheio a eles. Nada importava, nada lhes chamava a atenção, nada os amedrontava, nada os prendia. Só eles dois existiam naquele momento. E eis que, como diria o poeta, não mais que de repente, Julia parou e, com um movimento brusco, tirou o braço de Pedro que lhe envolvia o pescoço. Pedro já abaixou a cabeça, arrependido, pensando que havia dito algo que a tivesse magoado. Neste momento, ela o puxa pela mão e o beija. Assim, só beija. E eles se beijam assim. Sem medo, sem cobrança, sem ter que esconder, sem preocupação. Só um beijo. Fora o primeiro beijo só deles, sem namorados, namoradas, casos, ninguém. Depois de onze anos, três mil, setecentas e oitenta e duas horas juntos, setecentos e doze beijos e sete namorados – ou namoradas – pra cada lado, eles finalmente deram o primeiro beijo deste novo recomeço. Mesmo sabendo que todo recomeço é novo e que isso é pleonasmo. Fica muito mais bonito. E pra vocês não ficarem curiosos – ou ficarem ainda mais curiosos – nos próximos capítulos eles vão contar como tudo começou, até chegar aqui. Eu acho que eu faria melhor o trabalho de narrador, mas eles quiseram contar por eles mesmos, fazer o que…

 

 

Share and Enjoy:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Live
  • MySpace
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Technorati
  • Twitter
  • Yahoo! Bookmarks
  • Yahoo! Buzz

A italiana

Archived in the category: Uncategorized
Posted by Léo Luz on 07 Mar 10 - 3 Comments

 
Um amigo me mandou esta carta-email e pediu para que eu publicasse. Me autorizou a mexer no texto, e eu, claro, mexi, adaptei, tirei seu nome e romanceei um pouco, pra vocês. Espero que gostem. Vamos lá.

 


“Camarada,

Você sabe que terminei meu noivado faz alguns meses. Foi um pouco traumático, como você mesmo sabe. Prometi para mim mesmo que não iria me envolver com ninguém por um bom tempo, mesmo sabendo – como todos os que prometem isso sabem – que essas promessas nunca duram muito. Inclusive prometi lhe visitar, mas mais uma vez não consegui ir.

Ah, claro, a promessa. É, amigo, a promessa, como era de se esperar, foi por água abaixo. Não só me envolvi como, em seis dias, estou perdidamente apaixonado por uma pessoa que conheci, como já disse, há seis dias. Isso mesmo, seis dias. Logo eu, que sempre demorei a aceitar a idéia de tentar um namoro, que sempre pensei cinco vezes antes de deixar alguém entrar na minha vida. Como esta carta vai para o seu blogue, não vou nomeá-la. Vamos chamá-la de, hhmm, a Italiana. Não, camarada, ela não é italiana de verdade, é só descendente, como o sobrenome denuncia, e como você saberia, caso eu lhe contasse seu sobrenome.

Quer dizer que eu me apaixonei em seis dias? Não, não. Foi em duas horas. Três e meia, pra falar a verdade. Eu e a Italiana já nos conhecíamos, mas não pessoalmente. Nos conhecemos em um fórum sobre fotografia do qual ambos somos habituées. Isso há anos. Mas um belo dia, estávamos conversando e chegamos a conclusão de que ela morava há menos de quinhentos metros do meu trabalho. E decidimos sair para comer alguma coisa. Não comi o que você pensa que comi, mas essa noite foi fatídica.

Como quase recém solteiro, em um dado momento o papo descambou para a minha ex e as outras ex e por que eu, com trinta e cinco anos, ainda não era um sujeito casado e sossegado. Falei dos problemas que tivemos, dos meus problemas, dos problemas dela, problemas estes que você já está cansado de saber, amigo, e não preciso elencá-los aqui. Mas enfim, durante a conversa, percebi que a Italiana era uma compilação de tudo o que eu gostava em uma mulher, e que abominava, tanto quanto eu, certas características que foram primordiais para o não sucesso de meus relacionamentos anteriores. E ela? Bom, ela se encantou quase que igualmente por mim. Quase.

O quase fica por conta de um simples motivo: ela tem vinte e três anos, e está em uma fase prática – nas palavras dela – e não quer se deixar envolver, pois tem planos de viajar para a Europa no meio do ano e planos profissionais, que ela acha que seriam, digamos, atrapalhados, caso uma paixão a arrebatasse a alma, como diria o poeta. Simples assim amigo. E sabe quando você tenta me convencer a gostar mais dos Stones que dos Beatles ou quando sua mulher tenta me convencer a acreditar em Deus? Pois é, ela está tão irredutível com relação a isto quanto eu sou nessas situações. Ela acha que eu seria um ótimo namorado, que eu sou um sujeito sensacional, que ela seria feliz ininterruptamente vinte e quatro horas por dia; mas não é o que ela quer agora. Veja que azar, amigo. É como se eu encontrasse um Pontiac GTO 1972, lindo, conservadíssimo, e tivesse o dinheiro para comprar, mas o dono não quisesse vender porque iria desmontá-lo e usar algumas peças no seu Chevette. Além de azar, um desperdício completo.

E você me pergunta se ela não é assim? Uma pessoa avessa às coisas do coração. Qual nada, camarada, qual nada. Ela é como nós. Ela precisa estar apaixonada para ser feliz. Logo, como você espertamente deduziu, ela não está feliz. Mas não quer estar agora. Ela tem essa idéia fixa de que um amor agora atrapalharia seus planos, no que eu discordo – como eu costumo dizer – cento e cinqüenta por cento. Acho que ela seria muito mais feliz em todos os setores de sua vida caso se deixasse levar. Mas não adianta. Ela é cabeça dura como só uma menina de vinte e três anos com planos de vagar pela Europa fotografando pode ser. Nós entendemos, já tivemos esta idade. Já tivemos este sentimento Born to Be Wild. Mas passou. E o dela também vai passar. Mas eu, do alto do meu egoísmo, queria que passasse agora, amiguinho.

Caso passe agora ambos concordamos que seria o relacionamento mais promissor de nossas vidas. Mas, mesmo sabendo isso, ela não quer. E, com medo de ceder, me pediu para não tentar mais fazê-la adiar ou compartilhar seus planos comigo. E foi o que aconteceu. E isso em sete dias. Tá bom pra você, camarada? Te surpreendi desta vez, hein?! Mas fica tranqüilo, tá tudo bem. Quanto menos se sobe na árvore, menos se machuca quando se cai. Eu queria muito subir mais e me machucar mais, mas não depende só de mim. É isso, amigo. Como disse o poeta, Um beijo na família, na Cecília e nas crianças, o Francis aproveita pra também mandar lembranças. Obrigado pelos ouvidos atentos e sempre dispostos a ouvir os lamentos deste amigo mais azarado que massagista da seleção Sueca de bronzeamento com a mão quebrada. Nos vemos em breve. E, se o destino quiser, conhecerá a Italiana pessoalmente. Aí você vai entender tudo.

Ósculos e amplexos, do amigo, J.R.”

Share and Enjoy:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Live
  • MySpace
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Technorati
  • Twitter
  • Yahoo! Bookmarks
  • Yahoo! Buzz

Humor no Twitter, ou, Ary Toledo Feelings.

Archived in the category: humor
Posted by Léo Luz on 22 Feb 10 - 13 Comments

 

          ary toledo Já que está na moda escrever sobre humor na internet, não vou poupar o mundo das minhas geniais e modestas opiniões. Bom, pra começar, vamos botar um pingo que fugiu do “i” e foi parar em um desavisado “o”. Há de se diferenciar humor de comédia. Humor é qualquer coisa que faça rir: uma piada, uma historinha engraçada, uma imitação, isso é humor. Daí HUMORISTA Stand Up. Por isso Ary Toledo era HUMORISTA. E comédia? Bom, comédia é o uso do humor de maneira dramatúrgica. É o uso do humor na dramaturgia. Uma novela, uma série, um livro, uma peça de teatro etc. Definido isso, vamos pra frente que atrás tem gente.
           Logo, o “manifesto” do Danilo Gentili é o manifesto de um HUMORISTA, não de um COMEDIANTE. E já que ele falou do mercado americano, uma “pequena” diferença entre lá e cá: lá, geralmente, um humorista de sucesso migra para a comédia, e vira roteirista ou redator. Por isso não cabe a comparação que ele faz, já que aqui o buraco é mais embaixo. Por aqui, são poucos os humoristas que migram para a comédia, mas estes poucos fazem valer a pena, como o Bruno Mazzeo, o Fernando Caruso, o Nizzo Neto, o Fábio Porchat, o Marcelo Adnet, o Gregório Duvivier, o Cláudio Torres Gonzaga etc. Mas, infelizmente, muitos deles – como parece ser o caso de quase todos os membros do CQC – ficam somente no humor. Eu disse parece porque não sou profundo conhecedor de suas biografias. E disse quase todos porque o Tas não entra nesse balaio. O Tas é um nível acima.
           Por isso os “humoristas” fazem mais sucesso nas redes sociais do que os comediantes. E o motivo deste sucesso na verdade, é também motivo do meu mau humor e  da minha implicância com eles (humoristas). O humorista de internet – vamos especificar: do Twitter – não é um cara que vive escrevendo dramaturgia, histórias, contos etc. Os profissionais – que ganham a vida com isso – vivem de fazer piadas. E deles se espera – pelo menos os fãs esperam – piadas! Então o Twitter dos humoristas só tem piada. Todo dia, o tempo todo, sobre qualquer assunto. Já o comediante não. Ele vive de comédia, não de piadas pontuais. Imagina o Mazzeo escrevendo microcenas do Cilada no Twitter? Nem ele faria nem o faz. Esses caras que citei aí em cima são pessoas físicas no Twitter: torcem pelos seus times, fazem elogios, reclamam, conversam. Eles não fazer to Twitter um palco virtual de um show de piadas.
           Mas aí você, leitor fã do Gentili, do CQC e do Pânico, me pergunta: mas piada é chato? Não, claro que não! Minha maior frustração na vida, depois de não ter ganho meu primeiro milhão antes do trinta e nunca ter comido a Luana Piovani, é não saber contar piadas. Se eu contar uma piada eu vou enfiar tanto detalhe nela que no final você nem vai lembrar do que se trata. Mas como se diz lá na minha terra, tudo demais é muito. Tudo que você faz muito enjoa. Menos ter um milhão e comer a Piovani. Imagino. Pra gente é muito bacana ouvir piada do Ary Toledo, mas se ele for como esses caras do Twitter, imagina ser filho dele? Piada de manhã, de tarde, de noite, piada no dentista, piada no carro, piada na oficina, piada no restaurante. Além de enjoar perde e espontaneidade.
           E isso provoca um fenômeno que eu acabei de batizar de “Assunto Pouco Minha Piada Primeiro”. São as chamadas piada obrigatórias. Dia da Consciência Negra, Dia dos Namorados, Dia das Mães, Dia da Amante, tudo é motivo de piada, o que acaba resultando em um sem número de piadas iguais e sem graça. Inclusive as do nosso amigo Gentili e de seus irmãos de preto. E aí, morre alguém, piada, nasce alguém piada, alguém engravida, piada, alguém é preso, piada. Mas então esses caras não fazem sucesso? Todo mundo acha eles uns malas? Qual nada, eles têm dezenas de milhares de seguidores, que retuitam e passam o dia rindo deles. Mas esse público não é o público da comédia de teatro, do Cilada, das sitcons mais elaboradas. É o público do Casseta e da Praça é Nossa, que também têm, claro, o seu valor, mas é um público que quer ouvir piada, sem tirar. Um público que não quer dramaturgia, que achou Os Aspones chato, que prefere stand up e piadas a uma peça ou um seriado de humor mais denso. Algo errado com isso? Lógico que não, eu acho o stand up dificílimo, e não tento por achar que não tenho talento pra isso. Mas que são públicos diferentes, são.
           E eu, como cara de texto, prefiro comédia a humor. Humor é legal, mas pra fazer boa comédia é preciso muito mais do que ser só engraçado. Você tem duas opções: ou você é filho do Chico Anysio ou você é um gênio. Estilo Monty Python. E fazer piada no Twitter não faz de ninguém comediante. Nem de um CQC nem de ninguém. E Twitter potencializa o que eu falei do público alvo. Com cinco, dez mil seguidores no Twitter, os perfis de humor se vêem na necessidade – cada vez mais – de fazer graça com tudo. E ter cinco, dez mil pessoas lendo e achando o que você escreve muito engraçado mexe com o ego das pessoas. Eu, por cem leitores por dia, já tenho o ego do tamanho dum bonde. Eu, por exemplo, só sigo um perfil de humor no Twitter, que é o @microcontoscos, que faz piada mas é meu amigo de infância, aí a gente releva, sabe como é. Os outros, se eu quiser ler piada compro o livro do Ary Toledo. Até porque, fazer piada é uma coisa, escrever uma peça, um roteiro de série de quarenta minutos por semana ou um filme são outros quinhentos. E antes de vir com a conversa do “eu tenho dois bilhões de seguidores. Se eu não fosse bom não tinha”, se lembre de que um dos maiores fenômenos da música brasileira, com milhões de discos vendidos, é a Banda Calypso, por exemplo…

Share and Enjoy:
  • Digg
  • del.icio.us
  • Facebook
  • Google Bookmarks
  • LinkedIn
  • Live
  • MySpace
  • Turn this article into a PDF!
  • RSS
  • Technorati
  • Twitter
  • Yahoo! Bookmarks
  • Yahoo! Buzz